Ciente
de que o tempo passa, e não acumula memórias existenciais, antes, tende a
armazená-las temporariamente, decidi, em resina mnemônica, envolver as
lembranças, na esperança de preservá-las, a fim de revisitá-las sempre que a
nostalgia as solicitar a mim.
Preservei
inúmeras chegadas e partidas, de amores e de entes queridos. Os vários momentos
experienciados tornaram-se cortinas de pingentes para enfeitar o ambiente que a
saudade visita junto com a minha companhia. Em peças translúcidas, eternizo
instantes infindos, decisões tomadas ou só pensadas; dores sentidas, mas
pedagógicas; abraços dados e recebidos, sonhos desfeitos ou realizados,
projetos realizados ou só rascunhados.
São tantos momentos, que os enumerar levaria horas, tempo que prefiro usufruir vivenciando, acrescentando, assim, mais alguns instantes a esse belo acervo. Entre tantos, a saudade sempre me leva a revisitar a infância, tempo de descobertas e vivência plena. Então, é dessa forma que renovo as energias e tomo consciência de que tudo é passageiro, com início, meio e fim.
Criado
em:
15/1/2026 Autor: Flavyann Di Flaff

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