Do abandono parental afetivo, nascerá uma besta-fera ou um cordeiro. Neste indivíduo, a fragilidade é hegemônica, paralisa-o diante da vida. Naquele, a revolta grita, reivindica o que não teve, não pede, toma-o coercitivamente. Cordeiros, quando sós, são meninos frágeis, porém, quando juntos, tornam-se ousados transgressores. Ressentidos, almejam oprimir, realizar a vingança contra o mundo que os oprimiu. Tendo a conivência e a omissão daqueles que os gerou, fortalecem-se, e acossam o mais inocente e fraco ser – ritual de iniciação à dominação. Executado o ato, tornam-se senhores do pedaço, imunes às consequências de suas ações, porque, quando o dinheiro grita, há distorção de valores. Mas eis que das sombras surge a luz, olhos vigilantes testemunham a orelha massacrada. E rapidamente a notícia se espalha, incendeia o rastilho de pólvora a virtual multidão. Depois de tudo exposto, concretiza-se a justiça poética: Quem um cão castiga, logo será justiçado pela matilha. Criado em...
Que a solidão seja um encontro consigo mesmo para renovar a força interior, e, nunca, a medida exata do quanto estamos sós!