Pular para o conteúdo principal

DEFINIÇÃO DO QUE É ELEIÇÃO NUMA REPUBLIQUETA DE BANANAS

Eleição é o processo pelo qual os cidadãos, de uma determinada região ou país, transformam “simples” desconhecidos em “ilustres” desconhecidos. Tudo isso, sendo feito através de um “direito adquirido”, o de votar por livre, espontânea e democrática pressão.
Não os conhecemos antes, nem os reconhecemos durante a campanha eleitoral e, muito menos, ao término da eleição. Portanto, depois do pleito, os que perderem, continuarão sendo “simples” desconhecidos. Já os que forem eleitos, estes, passarão de “simples” a “ilustres” desconhecidos, pois durante o exercício de seus mandatos, pouco ou quase nada, ouviremos falar deles ou de alguma ação efetiva em prol da melhoria de vida daqueles que os elegeram. Mas, ao final dos quatros anos delegados, os “ilustres” desconhecidos ressurgirão impregnados por uma síndrome homérica, narrando seus feitos extraordinários em prol de toda a sociedade. Recomeçando, assim, o círculo vicioso e secular de uma pretensa democracia existente numa Republiqueta de Bananas.
O voto – símbolo máximo da nossa pujante Democracia – é obrigatório! Contudo, teremos que dá-lo espontaneamente àqueles a quem a nossa zelosa justiça eleitoral escolheu e indicou como sendo pessoas idôneas, apesar de terem processos tramitando nas diversas varas da Justiça Federal por improbidade administrativa, peculato e afins, pois não foram ainda julgados e, muito menos, sentenciados como culpados, apesar das inúmeras evidências existentes em suas regiões de origem, assim determina o nosso zeloso TSE.

Criado em: 06/09/2012 Autor: Flavyann Di Flaff

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FRÁGIL ESPERANÇA

      Meus sonhos, antes e sempre sonhados, foram e estão todos despedaçados! Talvez por total falta de empenho ou competência minha em torná-los concretos, se bem que a ausência plena de apoio emperra e encerra quaisquer sonhos. Por tudo isso, meus sonhos se tornaram uma fonte contínua de desilusão. Se antes me julgava morto, hoje, estou sepultado nessa casa, seguindo uma rotina massacrante, que, em nada, prepara-me para novas perspectivas. Por isso o pensamento de ter despertado tardiamente me assola dia a dia, tornando-se mais uma tortura para minh'alma. Noites incontáveis chorei por remoer uma situação ruim e que parece nunca ter um final. Muito tenho clamado aos céus, mas penso que tenho pecado demais para merecer sequer uma pequena graça e, assim, permaneço com o semblante dorido de um eterno derrotado, que não sabe o que será do seu amanhã. Esperando, pelo menos, em ter um amanhã, para, assim, poder sentir o doce e prazeroso sabor da ressurreição e da remiss...

ILUSIONISTA DO AMOR

  O amante é um ilusionista que coloca a atenção do outro no ponto menos interessante, levando o ser amado a se encantar com o desinteressante. Quando o amante se vai, o amado age como um apostador, que, diante da iminência da perda, se desespera e tenta recuperar o que já foi. Mas, ao invés de encontrar o amor perdido, encontra apenas o reflexo de sua própria carência, como quem busca ouro em espelhos quebrados. Restando, então, ao amado, o desafio de enfrentar o vazio, reconhecer a ilusão e descobrir, enfim, que o verdadeiro amor começa, quando cessa a necessidade de iludir ou de ser iludido. Criado em : 14/11/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

LOOP FARAÔNICO

  De um sonho decifrado ao pesadelo parafraseado. A capa que veste como uma luva se chama representatividade, e a muitos engana, porque a vista turva. Ao se tornar conveniente, perde toda humanidade. Os sete anos de fartura e os de miséria, antes, providência pedagógica, hoje mensagem ideológica, tornando o que era sério em pilhéria. A fartura e a miséria se prolongam, como em uma eterna praga sem nunca ter uma solução na boca de representantes que valem nada. O Divino dá a solução, e esses homens nada fazem, deixando o povo perecer num infinito sofrer, pois, basta representar, para fortunas obterem. E, assim, de dois em dois anos, os sete se repetem, como num loop infinito de fartura de enganos.   Criado em : 1/6/2025 Autor : Flavyann Di Flaff