É
no silenciar das coisas, das palavras e dos fenômenos naturais, que o
pensamento voa longe, na vã tentativa de alcançar aqueles que se foram e nos
deixaram lembranças que alimentam a saudade deles. Tudo isso
acontece motivado por uma ausência ferina de cada um deles em nosso cotidiano e
que nos consume nas ocasiões em que a depressão nos invade.
No retorno dessa viagem insólita traz consigo sensações confusas, sintomas da decepção sentida, já que não chegara ao
objetivo desejado nessa jornada, que bem poderia ser comparada à ida até o fim
do horizonte.
O silêncio segue intermitente nessa vida amarga,
sem que se consiga encontrar uma justificativa para ele. Coisa que oprime o
ser vivente, fazendo-o se angustiar constantemente.
Noutra vez, após essa frustrada viagem exterior, na
tentativa vã de alcançar aqueles que já se foram. O silêncio volta a nos
proporcionar nova viagem, só que, agora, rumo ao nosso interior, lá de onde
tudo parte. Nela, remoemos o passado com o intuito de entendermos o presente,
para que, dessa forma, possamos preparar corretamente um projeto de futuro
agradável e real para nossas vidas.
É no nosso interior que sobram recordações, muitas
delas, nem sempre, trazem-nos sensações aprazíveis, todavia, até estas, têm seu
valor, já que nos lembram de que não podemos repetir os mesmos erros, sob
pena de permanecermos nessa semelhante situação em que estamos.
Seria o desabafo um meio salutar para se pôr fim a
esse sofrer? Se assim for, que clamemos pela volta das palavras para que
formemos frases inteiras, capazes de quebrar esse constante silêncio que tanto
nos oprime, em certos momentos de nossas vidas.
Criado em: 22/09/2007 Autor: Flavyann Di Flaff

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