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PERDA PELA IMPRUDENTE INDIFERENÇA

O momento de amor e entrega, se consumou! Depois viria o descanso em um abraço apertado de braços entrelaçados, com bocas a sussurrar frases meigas e a se tocarem com beijos sutis e ternos, como a celebrar uma relação perene. Mas o que se viu, foram corpos separados e bocas a proferir palavras fora do contexto daquela consumação da paixão, como se pairasse no ar a presença sutil da insensibilidade. Em seguida, ambos foram dormir sem um cumprimento sequer, apesar de muito terem falado, e se deitaram em camas distintas. Naquele momento, ela deve ter se sentido a pior das mulheres, pois esperava mais desenvoltura dele (mais afetividade), já que estiveram juntos antes, porém isso não aconteceu. Por isso, interpretou como sendo um sinal de que tudo ali não passara de mais uma transa e nada mais. Enquanto isso a sucedera, ele fora se deitar sem a mínima noção do que se passaria depois daquela entrega física e sentimental. Durante aquela madrugada, ela fora se deitar decidida no que faria com o envolvimento entre eles. Ao passo que o eventual parceiro, dormiu pensando em tê-la outras vezes.

Em um curto espaço de tempo, ela colocara em prática o que decidira e, a cada dia, se fazia distante. O que ele não percebera, tanto que ainda pensava em tê-la de novo, e entre longos intervalos, telefonava, insistindo.

Em pouco tempo, a sensação de serem dois estranhos já se fazia presente nos poucos contatos que ainda mantinham, ou melhor, que ele tentava manter, uma vez que ela não mais telefonava. As conversas se tornaram frias e, apenas, se atinham à rotina de ambos, sem nunca ser tocado o assunto sobre o envolvimento deles. Só assim, foi que ele começou a perceber que a perdera naquela madrugada, logo após o ato, com o seu imprudente comportamento de indiferença (ausência de afetividade). Ação fatídica e que tanto a feriu, a ponto de fazê-la desistir de uma provável continuidade da relação.  

Criado em: 16/06/2008 Autor: Flavyann Di Flaff

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