O passado, há muito tempo, não se veste como se fizesse uma propaganda de naftalina. A partir da pós-modernidade, traja-se com a narrativa do momento, ainda cheirando às conveniências e aos interesses do tempo presente. Refeito sob novos tons, não nega a sua essência, pelo contrário, ratifica a banalização como instrumento de aceitação coletiva para todo tipo de violência. Em tempos de “redes sociais”, a demanda por vieses de confirmação só aumenta, o que fortalece a polarização instaurada pelos que se revezam no poder. Parece que não há solução a médio prazo, já que o pensamento crítico foi substituído pelo julgamento moral instantâneo, pois, a partir de uma postagem manipuladora, o júri é convocado. É a holofotação aliciando os instintos mais primitivos dos incautos navegantes dos mares virtuais, a fim de produzir a espetacularização de temas dissonantes da realidade cotidiana. A cada novo salvador da pátria, um falso despertar! Quando despertaremos de fato? Talvez sejamo...