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Mostrando postagens de 2026

PARAÍSO HOLOGRÁFICO

A sineta irritante do mundo toca, deixamos a vida por viver e exercemos a nossa utilidade. Ruídos desconhecidos, sombras por todo lado, cobranças recorrentes, odores desconfortáveis, tagarelice constante, pessoas atomizadas, toda uma parafernália que nos deixa em alerta.   O mundo concreto é a representação da era dos zumbis: Todos funcionam, caminham, falam, agem, realizam muitas coisas, porém, não sentem a dor do desgaste, executam muito, sem muita satisfação, e, assim, a vida, um tesouro nas mãos, vira pó.   Criado em : 16/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

CONJUNÇÃO ASTRAL

Hoje, fui surpreendido! Encontrei duas queridas, ambas no esplendor da beleza: A dama da noite em seu vestido de gala e Vênus, reluzindo pura sedução. Não tirei o olhar delas nenhum segundo, foi encantamento espontâneo, a primeira elegi como musa inspiradora, a segunda, como anseio da adolescência. A noite foi longa, estendendo-se sonho adentro. Mas tudo que começa, termina, e um novo encontro foi marcado para o mês que vem – conjunção astral.   Criado em : 14/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

INTERDITOS

Neste mundo, tudo é linguagem, portanto, em todo dito, há um interdito. Nas redes sociais, essa afirmativa é ainda mais pertinente, porque mostra-se só a beleza da roupa sem revelar o seu avesso – implícitos da verdade.   A consciência da dualidade não nos deixa cair no canto da indústria das narrativas – construtoras de verdades manipuladas. Porque, para todo sim dito, há um não interdito; para todo legalismo, há uma burla; para todo ataque, há uma autodefesa; para toda coragem, há um medo; para todo limite, há uma permissividade. Mais do que é dito, os interditos revelam as estruturas de poder da sociedade. Então, conscientizemo-nos!   Criado em : 12/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

INEXORÁVEL DESTINO

Desde a pele até a profundeza abissal do meu ser, já sinto os teus sinais. Tu vens aos poucos, como se quisesse não ser percebida antes do tempo previsto. Mas para quem possui a sensibilidade aguçada, esse teu esforço é em vão, porque já foste percebida, só falta a tua anunciação.   "Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre".   Criado em : 11/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

DO COSMOS À LAMA

Quando na lama atolou, o possante 4x4 refugou, não por incapacidade, mas por vontade de alguns que nele viajavam – incompetência premeditada. Essa minoria desceu ao nível da lama e chafurdou – era a catarse dos impuros. Restou aos outros assumir o volante e dar o rumo legal e inerente ao possante veículo. E assim foi feito, sanções foram aplicadas aos inconsequentes do ofício e, apesar da repercussão, tudo foi tomando o seu devido lugar institucional.   Criado em : 10/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

CEGOS DE GUIA

Na vida da sociedade, houve um tempo em que a escola era considerada uma extensão dos lares, porque os pais tinham autoridade e educavam seus filhos para o convívio social. No presente, a escola foi esvaziada desse título, porque muitos pais são omissos e coniventes com os desmandos de seus filhos – compensação pelo abandono afetivo parental praticado.   Nos templos, são adoradores de divinos pastores em verdadeiros cultos à personalidade, nos quais é o pastor um deus antropomorfizado – personificação perfeita de um ser numinoso. Esses servos validam preceitos morais religiosos que, no convívio social, os burlam convenientemente.   Réplica perfeita dos mitos greco-romano! Seus panteões estão cheios de divindades, tem Narciso, tem Mamon, tem Epimeteu. Em seus cultos, demonizam o diferente, excluem os socialmente excluídos, porque se autodenominam os escolhidos, pervertendo os ensinamentos da boa nova.   Seguem o cego guia, os cegos, ignoram que o pecado está no exagero, ...

HACKEANDO A AUTOPRESERVAÇÃO

Do medo, nasceu a prevenção. Mas nos fizeram crer nas histórias da tábula rasa e do bom selvagem, desprezando as marcas evolutivas cristalizadas na biologia humana. Por anos, acreditamos que aquele medo era fruto de uma sociedade totalmente dissimulada, que acusava o diferente pela barbárie que ela mesma praticava. Hoje, a tecnologia instrumentalizou a psicologia que instrumentaliza a biologia em prol de interesses mesquinhos de uma pequena grande minoria. A nossa capacidade mental de autopreservação foi aliciada à assimilação onipresente proporcionada pelo aparato digital. O fluxo constante de conteúdos prontos, sem que o cérebro seja acionado para adquiri-los, leva-nos a consumi-los de forma inconsciente, moldando, sem que percebamos, a nossa percepção da realidade. É o sistema artificial usando o sistema biológico racional para reformulá-lo de acordo com a vontade daquela pequena grande minoria. Criado em : 8/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

CICATRIZES DA CONFIANÇA

O inferno pelo qual passou, não havia fogo, nem demônios, mas pessoas que confiava e compartilhava intimidade.   Se tudo que fizeram e falaram foi sem pensar, não foram poucos os dias que em tudo isso ficou a pensar.   Por fogo amigo atingido, feridas abertas a sangrar, deixarão marcas inesquecíveis, depois que o tempo as curar.   Criado em : 7/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

TERRENO BALDIO

Descuidou do jardim das humanidades e rapidamente brotaram ervas daninhas: competição e apelos sedutores à banalização extrema de tudo o que não convém numa sociedade saudável.   Quando se deu conta do abandono, já não se reconhecia como um bom humano. Corrompeu-se por comportamentos patológicos alheios, que só buscavam holofotes a todo instante, a fim de preencher o vazio existencial que cavaram com suas próprias mãos.   Criado em : 7/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

INOCENTE ESPERANÇA

A Maria bonita acende o lampião na esperança de encontrar um amor, encontro raro nesses tempos modernos. Enquanto o amor ainda dorme, exausto da jornada que mal começou, o aparato de controle já está acordado. As redes sociais são sempre mais rápidas para vigiá-lo, controlá-lo e reprimi-lo do que para garantir condições dignas de vida para um amor real, porque mais vale alimentar a apatia, a contenda e o desamor. E a Maria bonita segue sozinha, sofrendo xenofobia na rede em que sonha com um amor verdadeiro.   Criado em : 6/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

BASTIDORES DO EU

Na rua, conversou e brincou com os conhecidos; na faculdade, fez todos os trabalhos exigidos; no trabalho, realizou todas as tarefas do dia; nas redes sociais, cumpriu o papel de persona perfeita. Em casa, saiu mudo e chegou calado, porque sabia que o seu eu verdadeiro não era, nem se limitava à sua condição, mas era a soma de tudo o que já vivenciara até ali.   A possibilidade de compartilharmos essas vivências nos assombram, pois expõe as nossas vulnerabilidades; e, ao mesmo tempo, o não compartilhar nos torna mais introspectivos e solitários.   A nossa vida é isto: Perder, ganhar; sorrir, chorar; ferir, ser ferido; desistir, insistir. Tudo isso é o que realmente somos!   Criado em : 5/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

RECORTES DE PERTENÇA

Nunca foi inteiro, teve sempre que se recortar para se relacionar com as pessoas. Trabalho artesanal árduo – peça certa de quebra-cabeças para se obter o encaixe perfeito. Porque, se assim não fosse, seria tratado com indiferença e o sentimento de pertença jamais seria saciado. Queria mostrar quem era, revelar toda a sua alma, mas talvez nem todos os sentidos estivessem prontos para tão forte revelação. Afinal, são olhos que não encaram, narizes sensíveis à podridão, bocas avessas ao amargor e ouvidos surdos ao que importa.   Criado em : 4/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

O IDIOTA DA ERA DIGITAL

Procura-se a Empatia! Vou lhes dizer! Nós a matamos – vós e eu! Todos nós somos seus assassinos! Gritou, desesperado, um tresloucado humano.   Sem compreender a profundidade dessa hiperbólica afirmação, todos riem daquele que a anunciou. Presos na bolha dos iguais, distribuem empatia em conta-gotas – exclusão dos diferentes – e, crendo-a verdadeira, negam o dito.   Com tragédias em massa à disposição a um clique, a emoção se desliga – prevenção do colapso mental – e ascende a cultura da barbárie.   Esse é o diagnóstico cultural, profundo e preocupante, da presente civilização.   Criado em : 3/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

O TERRITÓRIO DO ENGANO

Entre a fraude e a manipulação, há mais coisas do que imagina nossa vã hipocrisia. Desaparece o cosmos, abunda o território do engano onde o jogo de interesses e da distorção da verdade – sombras das intenções humanas – imperam. A limitação do conhecimento intelectual é substituída por uma falsa moralidade, impedindo-nos de enxergar a verdade.   Entre aquelas sombras, a fraude é a de mais fácil detecção, pois, como o pavão, que não resiste a um olhar mais profundo, ao exibir a sua bela aparência, evidencia seus pés – distorção do que exibe. Já a manipulação é sagaz, pois, como o Cavalo de Tróia – representação cristalizada de dádiva –, por carregar o mal apenas em sua essência, engana a todos. Nos bastidores do controle social, escondem-se os mais profundos, complexos e sombrios mistérios.   Criado em : 2/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

SÓ UMA VEZ

Você apareceu quando eu estava só, os olhares se cruzaram e a identificação foi imediata. Silenciosamente, assumimos compromisso. Erámos pura empolgação, não havia como dar errado. Enchi você de mimos, amei a sua presença cotidiana, adorei cada gesto seu, idolatrei a nossa relação. Mas alguma coisa nos afastou, nada percebi no dia a dia, porque não havia sinais visíveis. Então, a intimidade esfriou e você se afastou; ainda insisti, indo à sua procura, porém foi só uma vez, porque já estava em outros braços e seu olhar me olhou com indiferença.   Criado em : 2/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

O Evangelho segundo os Modernos Fariseus

Sigam e façam o que eu prego, desconsiderem o que eu faço; o dinheiro é o mal do mundo, mas o dizimaremos, consagrando-o; perdoem-nos os excluídos, mas religião é para os escolhidos; a nossa doutrina da aparência valida qualquer essência; demonizem o povo do mundo, festejem a secularização dos ritos, afirmam os entendedores da palavra. Todavia, só para contrariar os santos sábios, atualizamos a velha passagem para os tempos contemporâneos: A religião foi feita por causa do homem, e não o homem por causa da religião.   Criado em : 29/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

A PEDAGOGIA DA VIDA

  A vida é surpreendente! Tanto pode ser pedagógica quanto punitiva; previsível quanto imprevisível. Tudo dependerá da nossa consciência diante do que ela nos apresenta. Muitos entendem os percalços existenciais como castigos, atribuindo-os como injustos e sem sentido. Além disso, quando há a necessidade de apoio de alguém e este, por algum motivo alheio, não pode dá-lo, logo vem o sentimento de frustração egóica, ou seja, aquele em que o outro é obrigado a dar a ajuda, independentemente do que esteja vivendo. Tudo isso nos mostra que uma boa parte das pessoas encara a vida como punitiva, que tudo o que nos acomete é para nos pôr para baixo – não conseguindo entender que tais situações são oportunidades para uma autorreflexão. Por outro lado, existem aquelas que alcançam esse entendimento e reconhecem a vida como pedagógica, encarando os percalços como o momento de parar, refletir e realinhar os passos, a fim de tornar a caminhada mais leve. Compreendem que a vida só é previsível...

PANDORA DIGITAL

A tecnologia tal qual a lebre tornou ágil e veloz o ritmo da nossa existência. Aguçou os nossos sentidos, deixando-nos em estado de alerta – comportamento de caçado. A perda do tempo biológico nos transformou em replicantes da vida que tínhamos, e dependentes dos representantes da praticidade e da comodidade – males da Modernidade. Parece que a nossa esperança de salvação ficou presa na caixa de Pandora ad infinitum .   Criado em : 27/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

DESTINO FADADO

Eu, homo sapiens classicus , inapto a este mundo atomizado onde se cobra produtividade a todo instante, sem selo de qualidade, para não ser o homem que virou suco, tenho que me converter na laranja mecânica. Solução inócua para o esmagamento social promovido por um sistema que, apesar de desumano, alicia grande parte da humanidade. O que fazer? Para onde fugir? Se esse grande irmão se faz onipresente, onisciente e onipotente e a tudo e todos instrumentaliza. Pelo visto, sucumbirei, sendo minoria, diante da vontade coercitiva da esmagadora maioria.   Criado em : 27/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

A ILUSÃO DA CAUSA

  Sem poder negar a sua origem e incomodado com o peso dessa influência, resolveu, num arroubo, contrariar o pátrio poder. Vestiu a camisa da retórica de Caifás e tornou-se literalmente um cordeiro. Começou a obedecer ao Sinédrio e as suas tradicionais leis, sem nada mais questionar. Assim, desfez-se da imagem impopular de agitador, acalmando os receios daqueles que o cooptaram. Mas a vida pacata de submisso não o agradou e, nessa ocasião, conheceu Simão, um zelador passional das antigas leis. Ele defendia uma teocracia radical, na qual o seu idealizado deus era soberano, por isso, sempre agia de forma beligerante para com quem confrontasse a sua ideologia. E, assim, com essa retórica de guerreiro sempre pronto para a batalha, aliciou o confuso jovem para a sua legítima causa. Filiado, logo foi alçado a líder de um pequeno grupo armado, cuja missão era a de impor o código moral do idealizado governo teocrático. Dessa forma, fez do seu povo refém do medo e impotente diante da reco...

TECNOLÓGICA TESSITURA

A tecnologia precarizou o ofício de escrevinhador, tirando, de suas mãos, a essência de seu labor, convertendo a licença poética em discurso proselitista, defesa do consumo imediatista de conteúdos – fisiologismo por likes, comentários e engajamentos. Com isso, erra-se por falta de zelo, enfraquece-se a trama escrita, desvaloriza-se a obra produzida. Corre o escrevinhador, acelera a tessitura, atropelando o enredo, só para exibir novo post numa grande exposição de egos.   Criado em : 26/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

POESIA COLHIDA

Não se inventa ou se descobre poesia. Ela é colhida nos pés de fruta madura na beira da estrada, basta ter fome e olhos bem atentos no caminhar para vê-la. Porque, às vezes, ela se esconde por entre o mato seco da criatividade, tal qual arribação que, ao menor ruído, voa para bem longe, fugindo de um possível predador. Poema é o retrato de um fantástico pôr-do-sol, poesia é o sentimento que essa atmosfera desperta. Neste mundo metonímico, onde uma só palavra já entrega tudo na lata – leite condensado numa latinha –, a metáfora, caixinha de música, é mais que necessária, porque, para descobrir a melodia expressada com precisão, faz-se necessário acionar a frágil manivela, dar cordas diversas e ouvir os sutis acordes com aguçada atenção. A poesia é mestra na arte da provocação. Quem dela usufrui, desperta para a realidade. Quem a produz, doa chuvas de sabedoria. Portanto, caminhante, observe atentamente o seu caminho ao caminhar, quem sabe visualize uma poesia madura, pronta para ser...

HUMANIARA

Conheci uma Iara, longe de ser um ser fabulosus , possuía lá os seus encantos. Não estavam em sua voz que, de tão normal, não soava tão angelical; não estavam em seus olhos que, negros como a asa da graúna , ainda assim, não se igualavam aos de Atena; não estavam em sua face, que possuía traços harmoniosos, mas não se comparava à de Vênus. Com aspecto escultural, estilo Classicismo Grego, sua beleza corporal era persuasiva e encantadora, a ponto de desestabilizar qualquer pathos . Se não era uma criatura mitológica, era um ser humano raro de fato.   Criado em : 25/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

IDA

Ela chegou compassiva, estendendo a mão num gesto compreensivo, insinuando promessas resolutivas de salvação, convidou-a a segui-la num último gesto de fé e, depois disso, ninguém mais as viu. Os mais próximos dizem que ela se foi por livre vontade – entregou-se. Os médicos, que ela sucumbiu à inanição. Os psicólogos, que ela não resistiu à depressão. Os religiosos intolerantes, que ela foi enfeitiçada. Por fim, o que se sabe é que ela se partiu em mil pedaços e nunca mais se refez. Qualquer que seja a versão do porquê da partida, nada justifica a abreviação de uma existência. Porém, Aquela que veio buscá-la, só necessita de uma mera explicação para justificar a sua inerente ação. E, assim, ela se foi, sem nem se despedir dos seus.   Criado em : 25/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

O LEGALISTA

João Bancamorte, incomodado, decide analisar o porquê de tanta criminalidade em sua cidade. Ao verificar que havia um padrão no modus operandi do crime, resolveu construir uma prisão – a primeira de muitas –, a qual denominou Casa de Detenção Verde e Amarela. No início, prendia quem infringisse o Código Penal vigente, seguindo o rigor do sistema judiciário. Com o tempo e o fluxo recorrente de prisões, o local já não comportava o crescente número de detentos. Apesar disso, Bancamorte insistia no encarceramento em massa. Sua ação era embasada por uma flexibilização do ordenamento jurídico promovida por sua própria visão legalista; ele passou a inserir leis de autoria própria no sistema, com o único intuito de dar um ar de legalidade à captura daqueles que confrontavam seu populismo penal, reforçando sua postura beligerante. Eventualmente, João percebeu que a população carcerária não era composta apenas por marginalizados, mas por todas as camadas da sociedade – inclusive por pessoas...

OFUSCADO

Quem olha diretamente para a luz do conhecimento e se vê, de repente, cego, costuma enaltecer a ignorância por ver as suas crenças ameaçadas. Sem refletir, não consegue discernir, saber o porquê de sua visão ter sido afetada. Mas basta uma faísca de sabedoria para que tome consciência de que aquele que cega diante da luz é porque sempre viveu no obscurantismo. Cabe, então, a cada um de nós, valorizar o esforço daquele que não prometeu, e trouxe do Olimpo e nos deu o fogo sagrado.   Criado em : 23/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff