A Maria bonita acende o lampião na esperança de encontrar um amor, encontro raro nesses tempos modernos. Enquanto o amor ainda dorme, exausto da jornada que mal começou, o aparato de controle já está acordado. As redes sociais são sempre mais rápidas para vigiá-lo, controlá-lo e reprimi-lo do que para garantir condições dignas de vida para um amor real, porque mais vale alimentar a apatia, a contenda e o desamor. E a Maria bonita segue sozinha, sofrendo xenofobia na rede em que sonha com um amor verdadeiro. Criado em : 6/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Na rua, conversou e brincou com os conhecidos; na faculdade, fez todos os trabalhos exigidos; no trabalho, realizou todas as tarefas do dia; nas redes sociais, cumpriu o papel de persona perfeita. Em casa, saiu mudo e chegou calado, porque sabia que o seu eu verdadeiro não era, nem se limitava à sua condição, mas era a soma de tudo o que já vivenciara até ali. A possibilidade de compartilharmos essas vivências nos assombram, pois expõe as nossas vulnerabilidades; e, ao mesmo tempo, o não compartilhar nos torna mais introspectivos e solitários. A nossa vida é isto: Perder, ganhar; sorrir, chorar; ferir, ser ferido; desistir, insistir. Tudo isso é o que realmente somos! Criado em : 5/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff