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PARÓDIA QUIXOTESCA

De repente, juntou as tralhas da infância, inspiração patológica, e foi ser gauche na vida política. Sentimentos nada nobres o inspiraram a criar inimigos, reflexo das falas belicosas paternas – força armada por ignorância conveniente. Os problemas estruturais, ignorou, agindo como seus pares legislativos agem. Foi nas pautas de costumes que construiu seu projeto de governo, criminalizando tudo e todos, mas só até o dia que for cortar na própria carne, afinal, todo legalista extremista, como todo religioso idem, prega a justiça só para os inimigos, nunca para si e para os seus. Para justificar seus fracassos, criou o bode expiatório, nomeando-lhe com o vulgo do adversário, assim, culpá-lo-ia cinicamente por tudo. Por fim, felizmente, a vida imita a arte, e o final da história se repetiu.   Criado em : 12/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  
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AUTORRETRATO

  Nesta selva de pedra, ninguém assume as feridas, prefere parecer fera, ferindo e ferindo-se, em um misto irracional de canibalismo e autofagia. Ao tentar fugir dessa realidade, diante do mar da existência, se vê colosso rochedo, impassível aos arroubos emocionais desse imenso mar. A olho nu, sempre inquebrantável, porém, basta um olhar mais atento, que logo se verá a base corroída pelas idas e vindas das ondas de choque, revelando, no final, que sucumbe aquele que projetava, nos outros, aquilo que refutava em si mesmo.   Criado em : 11/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

FILHO DA MÃE

Oh, mama, mama, mama nas tetas deste Estado patriarcal! Toma o lugar das multidões famintas que lhe elegeram como representante. Cegas, as mãos estendidas para lugar nenhum, esperam o altruísmo instrumentalizado de algum prolixo candidato a salvador dos párias. E, a essa massa desejante e ansiosa, um filho da mãe responde, só porque estamos no período eleitoral.   Criado em : 7/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

A ELEIÇÃO DA PERFORMANCE

  Dois folclóricos políticos, depois de serem presidentes da Câmara dos Deputados, insinuaram que seriam eleitos, um sem sair de sua cadeira de balanço e o outro sem sair da rede em que estava descansando. Sem pretensão nenhuma, profetizaram a forma como boa parte da atual classe política se (re)elegeria. Sem esforço nenhum e sem sair de casa, apenas com retalhos de trinta segundos de meias-verdades, estampados em redes, consegue-se convencer uma legião de seguidores, que creem mais em performances que em verdades nuas e cruas. Afinal, fingir ser é o comportamento social que mais viraliza na atualidade. Farmar aura garante visualização, curtida, comentário e engajamento, consequentemente, confirma votos, e, assim, caminha a humanidade! Criado em : 3/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

A PERFOMANCE DO MORALISMO

  A vitrine do moralismo – uma vitrine impecável e blindada – esconde um porão de hipocrisia. Na maioria das vezes, traveste-se de fervorosa crença, com intuito de performar uma perfeição utópica, ensaiada por hipócritas profissionais. Quem vive a arrotar pureza, santidade, não passa de sepulcro caiado, porque tudo o que vemos e ouvimos desse tipo de gente existe apenas no campo simbólico, ou seja, necessita da nossa crença para ser validado. Portanto, que possamos ver e ouvir, e antes de assimilar, que possamos questionar e discernir, pois, só assim, essa recorrente prática moralista não vingará! Criado em : 3/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

MERCADORES DA FÉ

Religião é puro misto de política e tradição! Os vendilhões já deram o preço, lotearam a crença em muitas denominações – interpretações distintas da mesma narrativa. Fechada a negociata, cada um que lute por sua benção! O objeto adorado é uma construção frankensteiniana, mas é o rito que faz o mito e gera a submissão cega. Quem busca poder, instrumentaliza a fé, dos cultos evangélico e afro à Praça da Sé! O pastor controla as ovelhas – moeda valiosa de troca. Quem controla, atrai poder e benesses, desperta a cobiça de oportunistas e aproveitadores. O Estado exige, a Religião se sujeita – receita perfeita da manipulação. Assim, crê o cego no cego guia que lhe conduz.   Criado em : 28/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

MITOMANIA E PODER

  Toda ditadura é um simulacro da submissão! E a manipulação para o eleitor votar sempre no mal menor é uma delas. Téo carecia de atenção, por isso começou a criar historinhas – narrativas enviesadas da realidade. Tanto as repetiu, que se fez ouvido, chamando a atenção deste grupo: Frustrados e ressentidos. Uma turba que só cresce, não apenas em número, mas também em ódio. Téo, ao perceber essa energia, criou um inimigo imaginário e o apresentou àquela turba. Incorporado o inimigo criado, Téo mostrou a solução. Revelou que devemos combater o inimigo em comum, com tiro, porrada e bomba. Aproveitou e apresentou a Teocracia, um misto de governo republicano com princípios religiosos extremistas, cujo representante é denominado "Líder Supremo" – um prior de alto escalão, aquele que irá nos atolar. Adotou, para si, o lema “deus, pátria e família”, como forma de aliciar os manipulados pela fé cega – gente que não segue os preceitos de Cristo, mas os professam alheios à essênci...