Em seu empirismo radical, para se chegar ao conhecimento complexo, Locke descreve a percepção, a impressão e a reflexão como a “escada”, o “caminho”. Já Fichte e Kant desenvolveram, para se chegar a uma compreensão mais profunda de algum tema, um método composto por tese, antítese e síntese. Por fim, Hegel, seguindo na mesma linha, desenvolve os termos abstrato-negativo-concreto. Referências para o entendimento moderno sobre como aprendemos e percebemos o mundo. Porém, hoje, basta que algum indivíduo, vestido com alguma capa social que lhe dê autoridade, pronuncie meias-verdades, para que a massa, de imediato, acredite ser a verdade absoluta, pois a vasta opção de informações e o cansaço pela sobrevivência não a capacita a seguir os já mencionados passos para a devida compreensão dos fatos que lhe são narrados, gerando uma sociedade de impressões rápidas, mas de reflexões rasas. Assim, o ambiente moderno impõe uma realidade digital hiperestimulante e fragmentada. Se a socieda...
Ao nascermos, trazemos algumas ideias inatas, isto é, conhecimentos e princípios pré-estabelecidos que nos ajudarão a uma adaptação mais rápida ao meio em que estaremos inseridos, cuja denominação conhecida é sociedade. Os primeiros mediadores desse meio são os nossos pais, é através da experiência deles que boa parte do conhecimento necessário para convivermos socialmente será adquirido, o restante da formação de nossa identidade, ou seja, do nosso caráter e do entendimento serão moldados por inteiro pelo ambiente, pela educação e pelas nossas vivências individuais, portanto, tudo isso implica em como aprendemos e percebemos o mundo. Por fim, quando nos relacionamos uns com os outros em todos os sentidos, numa conexão fundamental, tomamos consciência de que a sociedade é construída e mantida não pelo que ela é de fato, mas pela percepção, pela impressão e pela reflexão que cada um de nós temos dela, como se, em cada novo relacionamento, trocássemos todo esse conjunto de informações ...