Um dia, a burrinha da sorte sorriu para mim, e, no desespero em que estava, fui, sozinho, tentar decifrar essa imagem enigmática. Antes, tivesse pedido ajuda a quem, de coisas transcendentais entre o céu e a Terra, entende. Porque errei o enigma e a decepção logo me devorou. Pensei que o sorriso fosse deboche da situação em que me encontrava, mas, na verdade, era a fortuna, travestida de pura sorte, que se insinuara para mim. Criado em : 13/5/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Os poucos que me veem, só me percebem pela utilidade ou pela retribuição do agrado, ou pelo prazer dividido. Quando falo, poucos são os que me ouvem, captam só a superfície. Por isso, para este mundo, sou apenas sombra do que de fato aparento. Mas houve alguém que me escutava por inteiro, mesmo antes de vir a este mundo. Reconhecia a minha voz, mesmo quando ela tremia ao tentar ser forte. Percebia o meu silenciar diferente, quando estava a lhe falar ao telefone. Na minha resposta curta demais, sentia que algo estranho ocorria. Reconhecia quando o “tá tudo bem” saía apertado, quase sem expressão. Pressentia quando eu tentava, em vão, poupar todos da minha angústia. Atendia, quando eu não queria conversa, o pedido de colo expresso em meu rosto. E esse alguém era você, mãe, que me enxergou, me ouviu e me sentiu muito antes de todo o mundo. Porque todo ser humano, em algum momento, quer ser reconhecido sem ter muito que explicar, sem ter que demonstrar desempenho. Simpl...