Pular para o conteúdo principal

Postagens

INEXORÁVEL DESTINO

Desde a pele até a profundeza abissal do meu ser, já sinto os teus sinais. Tu vens aos poucos, como se quisesse não ser percebida antes do tempo previsto. Mas para quem possui a sensibilidade aguçada, esse teu esforço é em vão, porque já foste percebida, só falta a tua anunciação.   "Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre".   Criado em : 11/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  
Postagens recentes

DO COSMOS À LAMA

Quando na lama atolou, o possante 4x4 refugou, não por incapacidade, mas por vontade de alguns que nele viajavam – incompetência premeditada. Essa minoria desceu ao nível da lama e chafurdou – era a catarse dos impuros. Restou aos outros assumir o volante e dar o rumo legal e inerente ao possante veículo. E assim foi feito, sanções foram aplicadas aos inconsequentes do ofício e, apesar da repercussão, tudo foi tomando o seu devido lugar institucional.   Criado em : 10/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

CEGOS DE GUIA

Na vida da sociedade, houve um tempo em que a escola era considerada uma extensão dos lares, porque os pais tinham autoridade e educavam seus filhos para o convívio social. No presente, a escola foi esvaziada desse título, porque muitos pais são omissos e coniventes com os desmandos de seus filhos – compensação pelo abandono afetivo parental praticado.   Nos templos, são adoradores de divinos pastores em verdadeiros cultos à personalidade, nos quais é o pastor um deus antropomorfizado – personificação perfeita de um ser numinoso. Esses servos validam preceitos morais religiosos que, no convívio social, os burlam convenientemente.   Réplica perfeita dos mitos greco-romano! Seus panteões estão cheios de divindades, tem Narciso, tem Mamon, tem Epimeteu. Em seus cultos, demonizam o diferente, excluem os socialmente excluídos, porque se autodenominam os escolhidos, pervertendo os ensinamentos da boa nova.   Seguem o cego guia, os cegos, ignoram que o pecado está no exagero, ...

HACKEANDO A AUTOPRESERVAÇÃO

Do medo, nasceu a prevenção. Mas nos fizeram crer nas histórias da tábula rasa e do bom selvagem, desprezando as marcas evolutivas cristalizadas na biologia humana. Por anos, acreditamos que aquele medo era fruto de uma sociedade totalmente dissimulada, que acusava o diferente pela barbárie que ela mesma praticava. Hoje, a tecnologia instrumentalizou a psicologia que instrumentaliza a biologia em prol de interesses mesquinhos de uma pequena grande minoria. A nossa capacidade mental de autopreservação foi aliciada à assimilação onipresente proporcionada pelo aparato digital. O fluxo constante de conteúdos prontos, sem que o cérebro seja acionado para adquiri-los, leva-nos a consumi-los de forma inconsciente, moldando, sem que percebamos, a nossa percepção da realidade. É o sistema artificial usando o sistema biológico racional para reformulá-lo de acordo com a vontade daquela pequena grande minoria. Criado em : 8/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

CICATRIZES DA CONFIANÇA

O inferno pelo qual passou, não havia fogo, nem demônios, mas pessoas que confiava e compartilhava intimidade.   Se tudo que fizeram e falaram foi sem pensar, não foram poucos os dias que em tudo isso ficou a pensar.   Por fogo amigo atingido, feridas abertas a sangrar, deixarão marcas inesquecíveis, depois que o tempo as curar.   Criado em : 7/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

TERRENO BALDIO

Descuidou do jardim das humanidades e rapidamente brotaram ervas daninhas: competição e apelos sedutores à banalização extrema de tudo o que não convém numa sociedade saudável.   Quando se deu conta do abandono, já não se reconhecia como um bom humano. Corrompeu-se por comportamentos patológicos alheios, que só buscavam holofotes a todo instante, a fim de preencher o vazio existencial que cavaram com suas próprias mãos.   Criado em : 7/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

INOCENTE ESPERANÇA

A Maria bonita acende o lampião na esperança de encontrar um amor, encontro raro nesses tempos modernos. Enquanto o amor ainda dorme, exausto da jornada que mal começou, o aparato de controle já está acordado. As redes sociais são sempre mais rápidas para vigiá-lo, controlá-lo e reprimi-lo do que para garantir condições dignas de vida para um amor real, porque mais vale alimentar a apatia, a contenda e o desamor. E a Maria bonita segue sozinha, sofrendo xenofobia na rede em que sonha com um amor verdadeiro.   Criado em : 6/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff