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ILUSIONISMO POLÍTICO

A verborragia elege oportunistas, manipulando a mediocridade – séquito da inação mental.   Eleitos, sonham com novo pleito, carreira de oligarca político – Stricto Sensu de famílias tradicionais.   Paladinar, cardápio farto... Paladino da justiça; da moral e dos bons costumes – símbolo vazio preenchido com estrumes.   Mente, paramento verbal, parlamento ao instrumentalizar o Verbo para cooptar. Dizem, desdizem, desdito pleito eleitoral – fala de Marx, mas reflete Freud.   Mandatos guiam paus-mandados pelos cenários do teatro dos absurdos, enquanto o prometido é esquecido, porque a verba cala e paralisa o verbo – inércia política conveniente.   Criado em : 21/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  
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RESSENTIMENTO MANIPULADO

Não chorem, pessoas; não chorem, que a vida é luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar, ou seja, a vida pode ser dura, porém, ela é recompensadora para quem luta. Portanto, revejam suas frustrações, reconheçam que seus fracassos são frutos de suas más escolhas e não só da ausência do Estado. Não permitam que elas se convertam em puro suco de ressentimento, porque moldarão um senso de justiça questionável e manipulável. Não se deixem ser usados como arma de vingança alheia, pois vingança não é justiça.   Criado em : 18/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

ALIENADO PELO CAPITAL

Desprezou daquela vez como se fosse rico, tratou com indiferença a quem lhe era igual, pensou que as suas posses fosse algo único ignorou a sua realidade como se ela fosse anormal.   Se encantou pelas coisas como se fosse feitiço, atribuiu valor ao que só tinha preço e das mercadorias, só lhe restou o fetiche, olhando para o labor da produção com desprezo.   Achou que era alguém só por consumir, pensou ser importante apenas por produzir, tomou a sua cachaça pra manter essa ilusão porque sabia não ser o dono dos meios de produção.   Se arrependeu por cair em narrativas flácidas, porque a realidade é sempre dura e ácida, mas ajuda a ser resiliente e forte, protegendo do vale da sombra e da morte.   Criado em : 17/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

CÁLICE DA ANGÚSTIA

Que tristeza é essa que, sem nenhuma explicação, à noite o corpo atravessa, ferindo mortalmente o coração?   As lágrimas caem! Da boca, murmúrios saem, num desespero incontrolável, diante do inevitável.   Como no Getsêmani, a angústia se fez presente. Hesitou, mas sendo humano, chorou copiosamente, entregando-se à aflição.   Criado em : 16/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

ANOMIA

Que pesadelo apocalíptico! Imaginei que Medusa vencia Perseu; imaginei que o Minotauro fora liberto do labirinto; imaginei Ícaro sendo exemplo de liberdade; imaginei Helena e Cassandra fugindo juntas; por fim, imaginei Caronte em escala cinco por dois. E quando acordei, sentindo-me aliviado, anunciaram a queda da autoridade vigente!   Criado em : 11/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

AUTOESTIMA

A vida que lhe ensinaram como uma vida normal tinha trabalho, dinheiro, família, filhos e tal – bolha padrão de vida perfeita.   Convencido de ser um privilegiado, evitava olhar para a vida em redor, para não confrontar a sua realidade. Com isso, sentia-se superior, porém, era só mais um pobre premium , porque quem só consome e paga boletos continua pobre, apenas ascendeu da extrema pobreza.   Quis sair dessa vida plastificada, mas o desconforto do novo o impedia de dar o primeiro passo. Frustrado, culpou o seu deus, o seu governante, a todos. Protegeu a si mesmo, não reconhecendo as más escolhas que sempre fez, mergulhando na escuridão do ressentimento, vendo suas sombras em tudo e todos.   Criado em : 11/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

PERFEIÇÃO

Comparou o fogo com o ar, o ar com a terra, a terra com a água, a água com a rocha, a rocha com o ferro, o ferro com o aço.   No fim, compreendeu que todos somos perfeitos diante dos defeitos dos outros.   Criado em : 11/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff