O mar, imensa massa d’água, imponente e intempestivo, soberano de suas vontades, age como se autonomia tivesse. A lua, prateada donzela, conhecida por virtudes mil, pouco fala, tudo cala; larga a sua fama nas mãos poéticas de plantão que, passionais, tecem belas e virtuosas narrativas. O mar, sem nada perceber, tudo faz ao bel prazer daquela que tudo cala, só por ouvir os poetas que, por paixão, a exalta. Assim, o mar se deforma, sob a força onipresente daquela prateada donzela, indo aonde ela o deslocar. Criado em : 5/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Pelas terras por onde passei quando criança, nada conseguia me parar. As coisas aconteciam e... como numa fotografia instantânea feita por uma câmera Polaroid, paralisavam-me. Mas logo eu seguia – rumo às travessuras e doçuras. Até que veio o tempo... E me arrastou pela mão, como se tivesse pressa. E, junto com as circunstâncias, fez-me crescer. A visão da infância foi, aos poucos, embaçada pela percepção julgadora adulta. Então hoje, das terras por onde andei, evito retornar. Por receio de velhos fantasmas encontrar... Os mesmos amigos imaginários com que, quando criança, costumava brincar. Criado em : 1/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff