Na rua, conversou e brincou com os conhecidos; na faculdade, fez todos os trabalhos exigidos; no trabalho, realizou todas as tarefas do dia; nas redes sociais, cumpriu o papel de persona perfeita. Em casa, saiu mudo e chegou calado, porque sabia que o seu eu verdadeiro não era, nem se limitava à sua condição, mas era a soma de tudo o que já vivenciara até ali. A possibilidade de compartilharmos essas vivências nos assombram, pois expõe as nossas vulnerabilidades; e, ao mesmo tempo, o não compartilhar nos torna mais introspectivos e solitários. A nossa vida é isto: Perder, ganhar; sorrir, chorar; ferir, ser ferido; desistir, insistir. Tudo isso é o que realmente somos! Criado em : 5/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Nunca foi inteiro, teve sempre que se recortar para se relacionar com as pessoas. Trabalho artesanal árduo – peça certa de quebra-cabeças para se obter o encaixe perfeito. Porque, se assim não fosse, seria tratado com indiferença e o sentimento de pertença jamais seria saciado. Queria mostrar quem era, revelar toda a sua alma, mas talvez nem todos os sentidos estivessem prontos para tão forte revelação. Afinal, são olhos que não encaram, narizes sensíveis à podridão, bocas avessas ao amargor e ouvidos surdos ao que importa. Criado em : 4/9/2026 Autor : Flavyann Di Flaff