O voto, há muito tempo, opera como um viés de confirmação da submissão coercitiva das massas à classe política, que sustenta deliberadamente um estado permanente de sobrevivência. Tal estratégia tem por objetivo impedir que o povo se indigne diante dos desmandos dessa mesma elite, desviando sua revolta para a narrativa manipuladora do “nós contra eles”. Quem luta cotidianamente para sobreviver não dispõe de forças materiais, emocionais ou simbólicas para investir em uma mudança estrutural que nunca chega. Isso se deve ao fato de não deter qualquer controle real sobre o sistema que o governa; resta-lhe apenas o papel de mais uma engrenagem da máquina que o oprime de forma contínua e silenciosa. Silenciar diante da denúncia da rapinagem praticada pela classe político-oligárquica é reconhecer a própria impotência. Omitir-se, por sua vez, revela uma conivência subserviente, ainda que travestida de neutralidade. Trata-se de assumir, conscientemente ou não, a individualidade arroga...
Hoje, ele cansou! Caiu de joelhos, chorou. Rasgava-lhe o peito, a dor de na vida nada ter feito. Buscou na memória um resquício de determinação, mas nenhuma lembrança de vitória, só perdas e danos e decepção. Prostrado, enxugou as lágrimas, ergueu-se ainda ferido, e um resto de autoestima o fez para a vida renascido. Criado em : 30/1/2026 Autor : Flavyann Di Flaff