A todos que por ele passaram ao longo de sua jornada, guardou em segredo – típico de um acumulador nato. De tanto ouvir ladainhas, deixou-se ser convertido – fantoche de adeptos de um fanzine gospel. Eles lhe davam pertencimento, apesar de pregarem o que não praticavam – hipócritas de carteirinha. Mas tudo valia para manter a máscara – guardiã da imoralidade vivida. Quando o juízo finalmente chegou, lançou mão de todos os tipos colecionados, alegando que eles o induziram ao mal, porém, esqueceu de um detalhe, o de que, apesar da indução alheia, a sua alma pertence só a si. Portanto, de nada adiantou a conveniente apresentação de culpados, sucumbiu à sua própria mediocridade. Criado em : 15/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Tua presença me acompanha desde aquele nosso encontro, e por não te ter de novo, me entristeço. Recordo-me, Roberta, houve um convite silencioso por meio de olhares tímidos, mas que foi percebido por mim e ti. Assim, começava esta história. Tu mal chegavas e já atraías a minha atenção. Meus sentidos eram só para ti, porque nada ao redor mais me interessava. Tudo era desculpa para estar a teu lado, porque o importante era amar a ti da forma como deveria ser, sem reservas e nem porquês. Agora, esse é o nosso segredo! Dele, resta-me apenas festejá-lo, por isso, ergo esse brinde, apesar de não ter mais a tua companhia. Criado em : 12/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff