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REIFICAÇÃO DO SER

  O mundo é das massas! A Política, a Religião, a Indústria, o Comércio, o Consumo, a Catarse, a Alienação, o Genocídio. Porque o indivíduo, nesse mundo, é substituível.   Criado em : 12/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
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DO CENÁRIO POLÍTICO

A política sempre se revelou como sendo palco da dissimulação e os políticos como grandes atores. Tamanha era a encenação, que só alguns eleitores com discernimento suspeitavam tratar-se de puro espetáculo. Com o passar do tempo e o abandono do pensar, o cenário político se escancarou, a qualidade duvidosa e as situações farsescas não mais foram escondidas do povo, tornaram-se a marca registrada de uma política descompromissada com as crescentes demandas de um país carente de soluções. Hoje, o culto à personalidade nos remete ao campo artístico, em que atores e atrizes eram deuses. Nas atuais polichanchadas, os agentes são caricaturas do bom-senso, com milhões de ceguidores a celebrar cada palavra e gesto encenados, sem questionar, refletir e discernir. Assim, a política foi reduzida a berros intimidadores e a ações ameaçadoras.   Criado em : 10/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

CEGUIDORES

Como um loop infinito, o Algoritmo nos manda escolher o que ou a quem nos é rei, bedel e juiz, uma vez que, por essa lei, somos obrigados a interagir. Não há espaço para o conhecimento profundo, o questionamento e o discernimento que libertam, só a ignorância é que impera no (ir)real. Imperando-a, quem impedirá a hegemonia das emoções e impulsos mais instintivos do ser humano nesse ambiente dual? Assim, a irracionalidade cega quem segue os manipuladores das massas tomadas pelo ressentimento.   Criado em : 9/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

SOB AS CONCHAS DA EXISTÊNCIA

Ao escrever, expomos os males do mundo, convertendo-os em barro, prontos para a transformação. Somos frágeis aedos , quando ignoramos nossas origens e adotamos referências alheias, só para sermos aceitos. A exposição é inevitável, quando desnudamos a perfeição mundana, e para nos mantermos fortes, devemos carregar toda a nossa história como proteção ao que nos é externo – paguros no vasto mar da existência.   Criado em : 9/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

PAI

Nos silêncios, amor sem discurso; nas prioridades, demonstração de afeto; no rosto sempre altivo, cansaço contido; no semblante sereno, lágrimas reprimidas; nos momentos de disciplina, testemunhos de zelo; na economia doméstica, um cuidado latente; no olhar sério, proteção presente. Assim, agia a figura paterna presente durante quatro décadas de minha vida. Celebrá-la é reconhecer o valor de quem sempre valorizou a família a seu tempo e modo.   Criado em : 9/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

A JORNADA DA PALAVRA CANTADA

O homem sempre buscou a si mesmo, não só para se conhecer, mas também para obter controle sobre a sua natureza dual. No início, quis a perfeição para si, buscou na estética, simetria e racionalidade o caminho para domar suas emoções e seus impulsos, sem obter êxito a longo prazo. Classicismo / Renascimento; Barroco; Arcadismo / Neoclassicismo; Parnasianismo; Simbolismo, mas a ausência de uma essência primordial gritava e consumia a sua alma. Romantismo, Modernismo, foi assim que o hermetismo literário foi rompido, deu-se o devido valor às palavras, rompendo a superficialidade – moldura fixa da perfeição construída – mergulhando fundo nos sentidos e significados.   Criado em : 9/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

UM DIA BANAL

Num certo dia, a existência silenciou e foi saindo aos poucos. O dia não escureceu, a comida não perdeu o sabor, os sons urbanos soavam, as pessoas conhecidas existiam, o mundo seguia seu ritmo, enfim, não houve nada de incomum. Então, foi assim, sem cerimônias, simplesmente numa fala profissional, mansa, pausada, honesta: “Restam-lhe seis meses”.   Criado em : 6/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff