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HOMO LUDENS

Este mundo quebra-cabeça de qualquer um! É um encaixa, desencaixa; acordos e desacordos; sonhos e frustrações; consolo e choros; paz e guerras. Independentemente das peças, se Lego, se tijolinhos de madeira, tudo pode acontecer! E por de nada se ter controle, resta-nos encará-lo, seja como entretenimento, seja como meta de vida.   Flavyann Di Flaff 26 IV 26  
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NAS ONDAS SONORAS

Nas ondas do rádio, naveguei, quando soprou aquela canção nas velas lépidas do coração! E numa etérea aventura embarquei.   Navegando por mares já navegados, resgatei velhas relíquias, tesouros, há muito guardados, de um viver repleto de delícias.   O coração, barco vadio, com o sopro da canção, seguiu, vencendo léguas náuticas rumo a experiências fáticas.   No peito, guardo os tesouros; da vida, mudo o percurso, mantendo o rastro de ouro, assim que o barco finda seu curso.   Cessa o som, desfaz-se o vento, o rádio, enfim, emudece; no cais do meu pensamento, só o silêncio permanece.   Flavyann Di Flaff        25 IV 26

DIGNA PASSAGEM

Nesta passagem por este mundo indigesto, quero indignar-me sempre, para que a alienação não bata à minha porta e, distraído pela realidade atomizada, abra-a e deixe aquela aboletar-se em minha mente sã.   Nesta passagem por este mundo indigesto, não quero perder tempo discutindo o já naturalizado, debatendo o superficial, num claro desgaste de intelecto. Nesta passagem por este mundo indigesto, não quero ser herói ou mártir, porque o sistema já os fabrica e os instrumentaliza aos montes. Quero apenas nascer, crescer experienciando e, depois de combater o bom combate, finalizar dignamente a passagem.   Criado em : 23/4/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

FRENTE E VERSO DO EGO

  Todo aquele que opera o sistema conhece as vulnerabilidades alheias. Quando ser só mais uma engrenagem já não satisfaz o ego, aquele conhecimento é usado, a fim de retornar ao posto de operador.   No topo, o silêncio é o novo aço. O operador, agora senhor das frestas, vigia o giro de cada dente da máquina, pois sabe que a engrenagem que hoje range é a mesma que amanhã aprende a técnica de também usar a falha como escada.   Mas o posto exige um preço de vigília. Quem ascende expondo a carne do vizinho não encontra descanso no veludo da cadeira; torna-se prisioneiro do próprio mecanismo, pois quem conhece o atalho da traição vê em cada sombra o reflexo da própria mão.   O ego, enfim, descobre o seu reverso: A autoridade é um deserto de espelhos. Quanto mais opera o sistema com frieza, mais se torna peça do que pretendia dominar. No fim, o operador é a engrenagem mestre, tão preso ao centro quanto o resto à margem.   Criado em : 22/4/2026 Autor : Flavyann Di Flaf...

O EXÍLIO DO PRESENTE

  Hoje bateu forte no peito uma saudade sem jeito de um tempo e de pessoas que se foram e não voltam mais!   Parecendo aguarrás a diluir a realidade, as lágrimas caem numa ação de retroatividade.   Assim, o desejo presente gera sensações pretéritas de momentos e pessoas ausentes – turbilhão de emoções benéficas.   Como um mergulho profundo, a nostalgia leva a outro mundo, transformando cada cena-suspiro em um reviver-respiro.   Refém da etérea viagem, reintegrado à pálida paisagem, curva-se à dura realidade!   Criado em : 19/4/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

EM BUSCA DE UM AMOR

Não há quem designe as faces que passam livres a fazerem parte da minha história de amor. São sorrisos, olhos a me fitarem em slow . Sim, em slow motions !   Não, eu não me demoro em fitá-las e sigo solo. Haja o que houver, eu vou! Eu vou em busca de um amor.   E, quem sabe, um dia, eu o encontre. Um dia, na vida, eu direi que alguém me amou.   Criado em : 17/4/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

METÁFORA ELEITORAL

Esperança em promessa política é um espelho quebrado: reflete o caminho, mas cada pedacinho distorce o que se vê. E a melhoria prometida se esvai, por um trilho, em busca de um pessoal brilho pelo candidato que se eleger. Distante da coletiva realidade, mas perto de si e de sua corja, perde-se na corrupção, enche seu alforje, e o eleitor, sem nada perceber, cumpre a sua social obrigação, que não traz mudança de verdade.   Criado em : 12/4/2026 Autor : Flavyann Di Flaff