Muitos jovens da nova geração questionam o valor da educação, invertendo a ordem da pergunta: em vez de “por quê?”, perguntam “para que estudar?”. Talvez, persuadidos pelo canto da sereia da tecnologia, pensem que apenas dominá-la já lhes garante não somente o sustento, mas também uma vida de riqueza material. Tal pensamento é fruto de uma cultura materialista, na qual o ter vem antes e vale mais do que o ser; em outras palavras, a posse de bens passa a ser compreendida como garantia de domínio sobre as diferentes áreas que regem a vida cotidiana. Essa geração, antes de simplesmente reproduzir a narrativa utilitarista da obsolescência da educação como meio de garantir o futuro, deveria procurar saber, conhecer e compreender como a sociedade funciona para aqueles que possuem estudo e para aqueles que não o possuem. Afinal, previsibilidade, segurança e controle não fazem parte do vocabulário da vida. A educação, portanto, não deveria ser compreendida apenas como instrumento para ...
Enquanto alguns expõem a beleza logo de cara – dom inato –, lapido a pedra bruta para extrair a perfeição – labor de escrevinhador. Com a caneta como cinzel, talho a rocha para o melhor traço, palavra certa para o encaixe perfeito, metáfora rica para dar o nobre efeito. Feito o digno trabalho, encanta a outrora pedra bruta, agora gema preciosa, o olho do curioso leitor – fruto do cuidadoso lapidar do escrevinhador. Criado em : 22/8/2026 Autor : Flavyann Di Flaff