Nas ondas do rádio, naveguei, quando soprou aquela canção nas velas lépidas do coração! E numa etérea aventura embarquei. Navegando por mares já navegados, resgatei velhas relíquias, tesouros, há muito guardados, de um viver repleto de delícias. O coração, barco vadio, com o sopro da canção, seguiu, vencendo léguas náuticas rumo a experiências fáticas. No peito, guardo os tesouros; da vida, mudo o percurso, mantendo o rastro de ouro, assim que o barco finda seu curso. Cessa o som, desfaz-se o vento, o rádio, enfim, emudece; no cais do meu pensamento, só o silêncio permanece. Flavyann Di Flaff 25 IV 26
Nesta passagem por este mundo indigesto, quero indignar-me sempre, para que a alienação não bata à minha porta e, distraído pela realidade atomizada, abra-a e deixe aquela aboletar-se em minha mente sã. Nesta passagem por este mundo indigesto, não quero perder tempo discutindo o já naturalizado, debatendo o superficial, num claro desgaste de intelecto. Nesta passagem por este mundo indigesto, não quero ser herói ou mártir, porque o sistema já os fabrica e os instrumentaliza aos montes. Quero apenas nascer, crescer experienciando e, depois de combater o bom combate, finalizar dignamente a passagem. Criado em : 23/4/2026 Autor : Flavyann Di Flaff