Damos, às cegas, um poder ilimitado àqueles que se apresentam como dignos representantes do povo, porque nada sabemos deles de fato, a não ser o que dizem ser. Assim, assinamos digitalmente as cartas de representação e as doamos, sem cobranças, aos que disputam o pleito. Durante o período eleitoral, somos bombardeados por inúmeras e diversas acusações, entre os candidatos, de corrupções praticadas no decorrer dos respectivos mandatos, indicando que não há exceções político-partidárias, todos cometeram alguma ação de improbidade administrativa. Contudo, esse período de lavagem pública de roupa suja não é capaz de fomentar um discernimento mínimo no eleitorado, que, sob um estado coercitivo e recorrente de sobrevivência, não consegue pensar em outra coisa, senão em se manter vivo, para tanto, vende-se a preço de ocasião. Dessa forma, aproveitadores e oportunistas nadam de braçada no vasto mar do nosso sistema político, reelegendo-se, ganham experiência administrativa, revelando o...
Eis os novos santos dos últimos dias: Um misto de fariseu, saduceu e zelote. Para desconstruir toda fé genuína, são um verdadeiro coquetel Molotov. Defensores da letra fria da lei e dos privilégios de suas posições impõem autonarrativas como se fossem verdades absolutas, ignorando a Boa Nova. Guias cegos de cegos, que, sem discernimento, radicalizam, como sicários, em nome de seu deus. Templos caíram por suas ações extremadas, mas reconstruídos foram, ornados ainda mais por hipocrisia e legalismo. Valorizar mais as regras de homens que os ensinamentos divinos, só provoca divisões, e nenhuma teologia, dividida contra si mesma, resiste por muito tempo. Contudo, felizmente, sempre há três dias para refletir ou para se alienar, neste caso, basta ouvir sem questionar; naquele, os exemplos do zelote Simão e de Paulo podem nos dar uma direção. Criado em : 3/4/2026 Autor: Flavyann Di Flaff