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MITOMANIA E PODER

  Toda ditadura é um simulacro da submissão! E a manipulação para o eleitor votar sempre no mal menor é uma delas. Téo carecia de atenção, por isso começou a criar historinhas – narrativas enviesadas da realidade. Tanto as repetiu, que se fez ouvido, chamando a atenção deste grupo: Frustrados e ressentidos. Uma turba que só cresce, não apenas em número, mas também em ódio. Téo, ao perceber essa energia, criou um inimigo imaginário e o apresentou àquela turba. Incorporado o inimigo criado, Téo mostrou a solução. Revelou que devemos combater o inimigo em comum, com tiro, porrada e bomba. Aproveitou e apresentou a Teocracia, um misto de governo republicano com princípios religiosos extremistas, cujo representante é denominado "Líder Supremo" – um prior de alto escalão, aquele que irá nos atolar. Adotou, para si, o lema “deus, pátria e família”, como forma de aliciar os manipulados pela fé cega – gente que não segue os preceitos de Cristo, mas os professam alheios à essênci...
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VELHO OESTE PÓS-MODERNO

  A cidade é supermoderna, a sociedade é pós-moderna, mas por que agimos como se vivêssemos em uma cidade do Velho Oeste? Em todo ambiente ou situação, estamos sempre armados, prontos a enfrentar o inimigo, mesmo estando entre amigos. Mudam-se as estruturas, veste-se novas máscaras, porém, a essência belicosa, típica do primitivo estado de sobrevivência, prevalece e se impõe mesmo diante de um Estado Civil estabelecido.   Criado em : 24/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

PATERNALISMO OPORTUNISTA

  Mora no medo de não ter o suficiente, uma ansiedade nociva, quando se está em um estado recorrente de sobrevivência. Esse lugar de insuficiência, a sensação de não caber em outros espaços, de não servir mais, habita na vulnerabilidade de não saber lidar com as necessidades urgentes, porque já não se pode mais fugir delas, sem que a obrigação de as suprir tire-nos o senso da realidade que nos cerca, fazendo-nos vítimas fáceis de um paternalismo oportunista. Criado em : 21/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

ENTRELINHAS

O tempo cura, disseram-me! Então, esperei ser curado. O tempo ia e vinha, e onde quer que eu estivesse, ele só me olhava de supetão, sem nada falar ou fazer, e seu olhar era penetrante, havia questionamentos neles.   Anos se passaram, e não vi nenhuma cicatriz, ainda eram patentes as feridas. Por que não cicatrizaram? Por que ainda sangram? A consciência, inquieta, desperta e me alerta: – Ao ouvir a expressão “o tempo cura”, entenda que a cura leva tempo! Sem a cooperação temporal e alguns processos pessoais, nada acontecerá com as feridas.   Criado em : 21/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

BOANTROPIA

O povo, em um misto de frustrações e ressentimentos, é convertido em massa. Sovada, manipulada ao extremo, transforma-se em massa de manobra. No coletivo, aliena-se, vira gado. Irracional, guiado pela sobrevivência, segue líderes cegamente, entretém-se com cultura padronizada, perde o pensamento crítico e, perdido, entrega-se ao paternalismo oportunista. Já não tem uma identidade própria, sofreu a alquimia das dinâmicas de poder, retrato instrumentalizado da Psicologia Social.   Criado em : 20/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

A VIGÍLIA DO AFETO

O amor bateu à sua porta, e diante dos amores líquidos, reflexo da Pós-Modernidade, receoso de ser mais um sentimento à moda de A Bela Adormecida, decidiu aconselhar-se com Otelo. Afinal, nem só por falta de afeto sofre o homem de hoje, mas de todo amor que sai da boca do outro sem ação.   Criado em : 19/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

ESQUINA DO TEMPO

  Quando papai e mamãe o viram dar o primeiro passo, deixaram-no ir logo ali em frente, a cada passo que dava, cambaleante, olhava para trás em busca da referência. Seguiu a passos lentos, ainda inseguro, sempre olhando para trás, até que dobrou na esquina do tempo e não mais os viu, observando-o ao longe. Esse desaparecimento repentino, diante de suas retinas incrédulas, fizera-o vacilar e, vacilante, parou. Quis revê-los, voltando ao início, tarde demais, inútil tentativa. Agora estava só, tinha que seguir, porém a saudade o constrangia, causando sempre uma impotência. Não havia diferente escolha, deveria seguir por eles, por si mesmo!   Criado em : 14/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff