De braços abertos, lançou-se sob o globo ocular que, pela máquina fotográfica, lhe via – momento eternizado. Enquanto o Cristo, também de braços abertos, em segundo plano, a todos, lança a salvação. O salto foi no vão, espaço-tempo entre um piscar de olhos e o enquadramento da paisagem. Mas não foi em vão, porque, do voo antinatural, Ícaro pós-moderno, nasceu nova oportunidade. Como criança recém-nascida, retornou ao mundo. Assim, o passado foi reverenciado para promover a ressignificação – trampolim para uma vida revista. Criado em : 10/5/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Apesar de tantos presentes, há uma profunda ausência: A presença do sentimento verdadeiro. Apesar desse imenso luto, muitos exibem o fruto de seu lucro, insensíveis bibelôs que para nada servem, a não ser demonstrar uma ostentação paga em módicas prestações infinitas. Assim, aquele sentimento verdadeiro torna-se ornamento anacrônico, um camafeu jogado no fundo do baú de alguns corações frios e ególatras. E a madre, no seu dia, mesmo viva, vai tornando-se objeto temático de uma época em que a vida era vivida coletiva e harmoniosamente. Criado em : 8/5/2026 Autor : Flavyann Di Flaff