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A ELEIÇÃO DA PERFORMANCE

  Dois folclóricos políticos, depois de serem presidentes da Câmara dos Deputados, insinuaram que seriam eleitos, um sem sair de sua cadeira de balanço e o outro sem sair da rede em que estava descansando. Sem pretensão nenhuma, profetizaram a forma como boa parte da atual classe política se (re)elegeria. Sem esforço nenhum e sem sair de casa, apenas com retalhos de trinta segundos de meias-verdades, estampados em redes, consegue-se convencer uma legião de seguidores, que creem mais em performances que em verdades nuas e cruas. Afinal, fingir ser é o comportamento social que mais viraliza na atualidade. Farmar aura garante visualização, curtida, comentário e engajamento, consequentemente, confirma votos, e, assim, caminha a humanidade! Criado em : 3/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
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A PERFOMANCE DO MORALISMO

  A vitrine do moralismo – uma vitrine impecável e blindada – esconde um porão de hipocrisia. Na maioria das vezes, traveste-se de fervorosa crença, com intuito de performar uma perfeição utópica, ensaiada por hipócritas profissionais. Quem vive a arrotar pureza, santidade, não passa de sepulcro caiado, porque tudo o que vemos e ouvimos desse tipo de gente existe apenas no campo simbólico, ou seja, necessita da nossa crença para ser validado. Portanto, que possamos ver e ouvir, e antes de assimilar, que possamos questionar e discernir, pois, só assim, essa recorrente prática moralista não vingará! Criado em : 3/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

MERCADORES DA FÉ

Religião é puro misto de política e tradição! Os vendilhões já deram o preço, lotearam a crença em muitas denominações – interpretações distintas da mesma narrativa. Fechada a negociata, cada um que lute por sua benção! O objeto adorado é uma construção frankensteiniana, mas é o rito que faz o mito e gera a submissão cega. Quem busca poder, instrumentaliza a fé, dos cultos evangélico e afro à Praça da Sé! O pastor controla as ovelhas – moeda valiosa de troca. Quem controla, atrai poder e benesses, desperta a cobiça de oportunistas e aproveitadores. O Estado exige, a Religião se sujeita – receita perfeita da manipulação. Assim, crê o cego no cego guia que lhe conduz.   Criado em : 28/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff  

MITOMANIA E PODER

  Toda ditadura é um simulacro da submissão! E a manipulação para o eleitor votar sempre no mal menor é uma delas. Téo carecia de atenção, por isso começou a criar historinhas – narrativas enviesadas da realidade. Tanto as repetiu, que se fez ouvido, chamando a atenção deste grupo: Frustrados e ressentidos. Uma turba que só cresce, não apenas em número, mas também em ódio. Téo, ao perceber essa energia, criou um inimigo imaginário e o apresentou àquela turba. Incorporado o inimigo criado, Téo mostrou a solução. Revelou que devemos combater o inimigo em comum, com tiro, porrada e bomba. Aproveitou e apresentou a Teocracia, um misto de governo republicano com princípios religiosos extremistas, cujo representante é denominado "Líder Supremo" – um prior de alto escalão, aquele que irá nos atolar. Adotou, para si, o lema “deus, pátria e família”, como forma de aliciar os manipulados pela fé cega – gente que não segue os preceitos de Cristo, mas os professam alheios à essênci...

VELHO OESTE PÓS-MODERNO

  A cidade é supermoderna, a sociedade é pós-moderna, mas por que agimos como se vivêssemos em uma cidade do Velho Oeste? Em todo ambiente ou situação, estamos sempre armados, prontos a enfrentar o inimigo, mesmo estando entre amigos. Mudam-se as estruturas, veste-se novas máscaras, porém, a essência belicosa, típica do primitivo estado de sobrevivência, prevalece e se impõe mesmo diante de um Estado Civil estabelecido.   Criado em : 24/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

PATERNALISMO OPORTUNISTA

  Mora no medo de não ter o suficiente, uma ansiedade nociva, quando se está em um estado recorrente de sobrevivência. Esse lugar de insuficiência, a sensação de não caber em outros espaços, de não servir mais, habita na vulnerabilidade de não saber lidar com as necessidades urgentes, porque já não se pode mais fugir delas, sem que a obrigação de as suprir tire-nos o senso da realidade que nos cerca, fazendo-nos vítimas fáceis de um paternalismo oportunista. Criado em : 21/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff

ENTRELINHAS

O tempo cura, disseram-me! Então, esperei ser curado. O tempo ia e vinha, e onde quer que eu estivesse, ele só me olhava de supetão, sem nada falar ou fazer, e seu olhar era penetrante, havia questionamentos neles.   Anos se passaram, e não vi nenhuma cicatriz, ainda eram patentes as feridas. Por que não cicatrizaram? Por que ainda sangram? A consciência, inquieta, desperta e me alerta: – Ao ouvir a expressão “o tempo cura”, entenda que a cura leva tempo! Sem a cooperação temporal e alguns processos pessoais, nada acontecerá com as feridas.   Criado em : 21/6/2026 Autor : Flavyann Di Flaff