De acordo com os ensinamentos de alguns religiosos, a Boa Nova não surgiu, só existe o Velho Testamento. Basta vermos as pregações baseadas no medo, no pecado, na justiça e no inferno. Nesse sentido, a vida não passa de um estado de alerta recorrente, cujo objetivo é não se tornar impuro e, assim, perder a salvação. Se seguirmos cegamente tais ensinamentos, devemos crer que Jesus deveria ter incentivado e apedrejado a mulher adúltera, que Ele não deveria ter se convidado a ir à casa de Zaqueu, publicano, cobrador de impostos. Afinal, o que mais importa é a letra fria da lei, e não a observância do ato em si. A Boa Nova parece não fazer parte dos ensinamentos desses neofarisaicos, o que só justifica a lógica mercantilista da fé, em que a Teologia da Prosperidade é a essência. Por isso, a comparação e o julgamento são tão recorrentes e presentes no comportamento de muitos religiosos, frutos de percepções e narrativas distorcidas do Evangelho, esvaziando-o. Criado em : 16/2/2026 Aut...
A cultura raramente ocupa lugar central nas prioridades estratégicas dos gestores públicos. A dinâmica predominante nas secretarias estaduais e municipais de cultura revela uma política voltada menos ao fortalecimento das manifestações de base, aquelas sustentadas por grupos locais que preservam práticas culturais ancestrais, e mais à instrumentalização de agentes culturais já consagrados, convertidos em vitrines simbólicas de administrações cuja legitimidade, tanto administrativa quanto política, é frequentemente questionável, o que revela um tratamento, em relação à Cultura, não como um direito, mas, sim, como um ornamento estatal. Criado em : 15/2/2026 Autor : Flavyann Di Flaff