Desprezou daquela vez como se fosse rico, tratou com indiferença a quem lhe era igual, pensou que as suas posses fosse algo único ignorou a sua realidade como se ela fosse anormal. Se encantou pelas coisas como se fosse feitiço, atribuiu valor ao que só tinha preço e das mercadorias, só lhe restou o fetiche, olhando para o labor da produção com desprezo. Achou que era alguém só por consumir, pensou ser importante apenas por produzir, tomou a sua cachaça pra manter essa ilusão porque sabia não ser o dono dos meios de produção. Se arrependeu por cair em narrativas flácidas, porque a realidade é sempre dura e ácida, mas ajuda a ser resiliente e forte, protegendo do vale da sombra e da morte. Criado em : 17/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
Que tristeza é essa que, sem nenhuma explicação, à noite o corpo atravessa, ferindo mortalmente o coração? As lágrimas caem! Da boca, murmúrios saem, num desespero incontrolável, diante do inevitável. Como no Getsêmani, a angústia se fez presente. Hesitou, mas sendo humano, chorou copiosamente, entregando-se à aflição. Criado em : 16/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff