Te vi, andavas triste a soluçar, o semblante pesado, a face envelhecida – marcas de lutas internas. O andar era lento, como se quisesse adiar algo. O corpo aparentava declínio, o cansaço se exibia no esguio ser. De longe, fiquei a imaginar o que acontecia, mas era só especulação minha, jamais chegaria à verossimilhança, é que a vida, apesar de pública, é sempre privada, em algum momento, de liberdade, de alegria, de sossego. Segui a minha observação, enquanto sumias na multidão. Criado em : 24/5/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
O estrangeiro, com olhos de colonizador, ao descrever a nova terra, deduziu: há muito ouro para o imperador, água, terra e pau-brasil. A carta de mil e quinhentos mentiu, o paraíso verde logo sumiu. Adeus, Pindorama! Brasil, agora proclama. A poesia de Vaz vem e denuncia, o que a história oficial escondia. O herói nunca veio na caravela, sempre esteve aqui, a brilhar na favela, povo anônimo que luta, que vence a opressão, e escreve a verdade com sangue, suor e coração. Criado em : 23/5/2026 Autor : Flavyann Di Flaff