Pelas ruas por onde caminhava, destino de frustrações, torto refúgio, sempre via essas lojas a oferecer vidas perfeitas, caras tralhas de felicidade. Disponibilizavam vitrines a todos os olhos nus de salvação verdadeira, e ávidos por uma imediata. Porém, fechavam suas portas ao mínimo sinal de pobreza material. Por amostragem, tudo reluzia puro gozo, eterno enquanto durar o desejo. Certa noite, quando a ausência e o silêncio predominavam, o invisível morador viu a porta da loja entreaberta, curioso por conhecer de perto aquela realidade da vitrine, acessou o desconhecido ambiente. A atmosfera sentida era antinatural, porque tudo parecia artificial, exposição de uma vida estilizada, longe, muito longe da que conhecia. Saiu constrangido dali, porque quase se deixou consumir pela comparação que a imagem vitrificada lhe incitara, como sendo o lado avesso perfeito da vida judiada em que estava. Criado em : 19/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff ...
Há muito a nossa amizade foi para o brejo. A mantínhamos por um frágil laço, uma corrente virtual de carinho. Mas o tempo passou, circunstâncias adversas surgiram e consumiram meu ser. Recompor-me pediu empenho, cobrou-me tempo e dedicação, ainda me encontro no processo. Logo estarei refeito, mente sã, respiração leve, semblante e coração sossegados. Então, resgatarei, do brejo, a nossa amizade! Celebraremos com um bom café e uma agradável conversa fiada. Criado em : 18/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff