Dois folclóricos políticos, depois de serem presidentes da Câmara dos Deputados, insinuaram que seriam eleitos, um sem sair de sua cadeira de balanço e o outro sem sair da rede em que estava descansando. Sem pretensão nenhuma, profetizaram a forma como boa parte da atual classe política se (re)elegeria. Sem esforço nenhum e sem sair de casa, apenas com retalhos de trinta segundos de meias-verdades, estampados em redes, consegue-se convencer uma legião de seguidores, que creem mais em performances que em verdades nuas e cruas. Afinal, fingir ser é o comportamento social que mais viraliza na atualidade. Farmar aura garante visualização, curtida, comentário e engajamento, consequentemente, confirma votos, e, assim, caminha a humanidade! Criado em : 3/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
A vitrine do moralismo – uma vitrine impecável e blindada – esconde um porão de hipocrisia. Na maioria das vezes, traveste-se de fervorosa crença, com intuito de performar uma perfeição utópica, ensaiada por hipócritas profissionais. Quem vive a arrotar pureza, santidade, não passa de sepulcro caiado, porque tudo o que vemos e ouvimos desse tipo de gente existe apenas no campo simbólico, ou seja, necessita da nossa crença para ser validado. Portanto, que possamos ver e ouvir, e antes de assimilar, que possamos questionar e discernir, pois, só assim, essa recorrente prática moralista não vingará! Criado em : 3/7/2026 Autor : Flavyann Di Flaff