Houve um tempo em que o mal se travestia de bem – artifício para convencer multidões. Com a banalização do mal, promovida pelas redes sociais, não há mais a necessidade da máscara. De cara limpa, escancarando toda a sua intencionalidade, o mal se exibe com naturalidade, espelhando as patologias da sociedade. Flertar com o mal é o novo normal, recurso teatral de convencimento de uma massa frustrada e ressentida – vítima em potencial dessa alienação. Por não assumir a própria escuridão, valida as suas sombras nos outros. E, assim, a República de Weimar nasce sob o manto da nova redemocratização. Criado em : 6/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff
O mar, imensa massa d’água, imponente e intempestivo, soberano de suas vontades, age como se autonomia tivesse. A lua, prateada donzela, conhecida por virtudes mil, pouco fala, tudo cala; larga a sua fama nas mãos poéticas de plantão que, passionais, tecem belas e virtuosas narrativas. O mar, sem nada perceber, tudo faz ao bel prazer daquela que tudo cala, só por ouvir os poetas que, por paixão, a exalta. Assim, o mar se deforma, sob a força onipresente daquela prateada donzela, indo aonde ela o deslocar. Criado em : 5/10/2026 Autor : Flavyann Di Flaff