O tesão é como a esperança, não morre nunca, renovando-se em cada novo ser! Assim vamos, de uma forma avassaladora, relacionando-nos com várias pessoas, momentos em que apenas conhecemos as caras, já que nunca
chegaremos a conhecer seus corações, e sempre depois do ato, lembramos apenas
de despachar o outro e nada mais.
É tão instintiva a forma como fazemos os
contatos, que palavras só são trocadas para ajustar o que logo será feito, e serão novamente proferidas, apenas com o único propósito de nos despedirmos do outro.
Renovam-se os seres e novas experiências são vividas,
mas a sensação pós-satisfação, ainda continua sendo a de um grande e
desconfortável vazio. É como se obtivéssemos o ônus, assim que recebemos e usufruímos do bônus, só que sem aquele intervalo natural para
saborear o prazer da conquista.
Cessará um dia, tamanha angústia? Teremos que,
porventura, darmos um tempo no curso natural dos nossos desejos? Ou devemos
seguir nos satisfazendo, até que o tal entendimento nos chegue? São dúvidas que
sempre nos assolarão, tão logo, esses fáceis prazeres nos causem satisfação.
Criado em: 21/09/2007 Autor: Flavyann Di Flaff
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