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DE CERTA MÁGOA

                                  

A tua pessoa me seduziu, a ponto de me fazer se apaixonar por ti! Iludido por esse teu jogo sedutor, assumi um namoro contigo. Mas nunca cedi a todos os teus caprichos, fiz, somente, o que julguei correto e seguro.

Brigas e pequenas querelas, sempre ocorreram, mas depois delas, sempre houve retornos, regressos que, mais e mais me prendiam a ti. Lutava sempre contra eles, porém, muitas vezes, minado por uma perene paixão, acabava cedendo.

Sempre fui conhecedor dos teus defeitos, porém uma esperança de ainda poder desfrutar das tuas virtudes, se é que possuías alguma, tornava-me cego diante das tuas maldosas ações.

A ânsia de realizar o teu desejo − vontade de me possuir por completo − era o que ainda te mantinha constante ao meu lado. Iludido por esta errônea paixão, descobri-me confuso, pois ao mesmo tempo em que pedia aos céus para me ver livre de ti, desejava estar contigo novamente. No entanto, quis o Deus celestial que tu pudesses cair novamente em pecado e bem diante dos meus olhos, confirmando, assim, todas as minhas incertezas, uma vez que ainda cria em ti. Como muitos, também não suporto traições e me separei de ti. Agora, o sentimento que antes me habitava se transformou em uma grande e eterna mágoa, fruto do trágico fim desta longa e conturbada relação entre nós dois.

Criado em: 07/06/1996 Autor: Flavyann Di Flaff


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