Na
solidão de mais uma noite, chora comigo a natureza! Enquanto cai a chuva, rolam,
em minha face, lágrimas de dor pela perda de alguém que eu poderia ter amado e acarinhado.
Enfim, ter me entregado, sem que este receio infame de ser devidamente correspondido
me afligisse.
A
lembrança do exato momento em que revelaste o teu interesse por mim, faz-me
ficar desolado, pois, apesar dessa revelação, sempre adiei a realização do
desejo que nos consumia.
Sentia-me
fragilizado toda vez que tentava transpor a barreira da insegurança e da
incerteza, não conseguindo vencer o medo daquilo que já conhecia e estava por
vir. Porém, não vou pensar que ficaste a me odiar por isso, pelo contrário,
pensarei que me perdoaste por essa falta de iniciativa.
Ainda chove na cidade e, comparativamente, também segue choroso o meu rosto. Aquela solidão também perdura noite afora, e, assim, a chuva caindo incessantemente do céu ajuda a disfarçar as lágrimas, que continuam a rolar em minha angustiada face.
Criado em: 18/08/1996 Autor:
Flavyann Di Flaff

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