Pular para o conteúdo principal

A INCAPACIDADE DE MUDANÇA DO VOTO

Andam propagando aos quatro cantos do país que o voto é a arma do cidadão! Como se o mesmo tivesse algum poder perante as verdadeiras quadrilhas organizadas instaladas nas sedes dos três poderes.

Todo político, por bonzinho que seja, jamais chegará a ser um “santo”, já que mesmo em suas mais ínfimas ações, sempre prevalecerá o seu interesse particular. Isso explica porque nem todo empresário pode ser um ótimo político, já o oposto é, com toda certeza, mais provável.

Sempre faremos essa pergunta que parece não ter resposta: será mesmo que votar implica na melhoria dessa secular e corrupta classe política? A única certeza que temos é que o voto muda apenas as pessoas que ocupam o cargo, mas nunca mudará a consciência usurpadora dos bens públicos que impera na grande maioria daqueles que ocupam os gabinetes das câmaras e assembleias desse país.

De nada adiantará votar noutra sigla partidária ou mudar de candidato, porquanto o descaso e o desmando com a coisa pública continuarão a acontecer com mais ou menos frequência. O voto jamais mudará o contexto atual de fraudes, desvios e corrupção ativa ou passiva. Nem tão pouco com esse corporativismo irresponsável e conivente, que tanto contribui para a presente impunidade dessa escória política. Enquanto não houver uma milagrosa e grande mudança de consciência e de atitude dessa abominável classe, não existirá salvação social para nós, cidadãos cumpridores de seus deveres, mas que nunca têm seus direitos reconhecidos por aqueles que criam e executam as leis. 

Criado em: 05/08/2006 Autor: Flavyann Di Flaff

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FRÁGIL ESPERANÇA

      Meus sonhos, antes e sempre sonhados, foram e estão todos despedaçados! Talvez por total falta de empenho ou competência minha em torná-los concretos, se bem que a ausência plena de apoio emperra e encerra quaisquer sonhos. Por tudo isso, meus sonhos se tornaram uma fonte contínua de desilusão. Se antes me julgava morto, hoje, estou sepultado nessa casa, seguindo uma rotina massacrante, que, em nada, prepara-me para novas perspectivas. Por isso o pensamento de ter despertado tardiamente me assola dia a dia, tornando-se mais uma tortura para minh'alma. Noites incontáveis chorei por remoer uma situação ruim e que parece nunca ter um final. Muito tenho clamado aos céus, mas penso que tenho pecado demais para merecer sequer uma pequena graça e, assim, permaneço com o semblante dorido de um eterno derrotado, que não sabe o que será do seu amanhã. Esperando, pelo menos, em ter um amanhã, para, assim, poder sentir o doce e prazeroso sabor da ressurreição e da remiss...

ILUSIONISTA DO AMOR

  O amante é um ilusionista que coloca a atenção do outro no ponto menos interessante, levando o ser amado a se encantar com o desinteressante. Quando o amante se vai, o amado age como um apostador, que, diante da iminência da perda, se desespera e tenta recuperar o que já foi. Mas, ao invés de encontrar o amor perdido, encontra apenas o reflexo de sua própria carência, como quem busca ouro em espelhos quebrados. Restando, então, ao amado, o desafio de enfrentar o vazio, reconhecer a ilusão e descobrir, enfim, que o verdadeiro amor começa, quando cessa a necessidade de iludir ou de ser iludido. Criado em : 14/11/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

LOOP FARAÔNICO

  De um sonho decifrado ao pesadelo parafraseado. A capa que veste como uma luva se chama representatividade, e a muitos engana, porque a vista turva. Ao se tornar conveniente, perde toda humanidade. Os sete anos de fartura e os de miséria, antes, providência pedagógica, hoje mensagem ideológica, tornando o que era sério em pilhéria. A fartura e a miséria se prolongam, como em uma eterna praga sem nunca ter uma solução na boca de representantes que valem nada. O Divino dá a solução, e esses homens nada fazem, deixando o povo perecer num infinito sofrer, pois, basta representar, para fortunas obterem. E, assim, de dois em dois anos, os sete se repetem, como num loop infinito de fartura de enganos.   Criado em : 1/6/2025 Autor : Flavyann Di Flaff