Pensavas ser forte e quiseste conquistar,
mas foste conquistada por um alguém que julgavas ser perfeito. Permitindo,
assim, que uma empolgação momentânea e ilusória te invadisse, fazendo-te
esquecer que o ser conquistado passa de cidadão livre a escravo subjugado,
preso pelos grilhões de sua própria cegueira sentimental.
Como todo servo, submisso por sua livre
vontade, fazes o que o teu “amado” senhor decreta. De tão cega que estás,
ignoras o que bem está a tua vista, nem percebes que o teu “amado” senhor, de
ironias, nunca te poupa. Mas, mesmo assim, segues a dizer para todos do quanto
tens apreço por ele, a ponto de irritar os que te cercam, devido a esta tua
desmedida hipocrisia.
Com o correr do tempo, tiveste vontade de
ter a certeza do que vivenciavas, desejando saber se o teu senhor tinha igual
apreço por ti. Mas qual não foi a tua decepção ao ouvir daquele que diante de
todos veneravas, que nada sentia por ti, a não ser a total falta de interesse pelo
sentimento que por ele nutrias. Com isso, percebeste, então, o quanto foras
fraca, cega e iludida. Enquanto te esforçavas para que os outros, no contrário,
acreditassem.
Soube que, depois do ocorrido, o teu
sofrer fora imenso e que pensaste em soluções esdrúxulas para curar essa
recente ferida, que ainda sangra. No entanto, triste fiquei, de verdade, ao
saber que, de mim, nenhum pouco lembraste. Nem sequer para me contar essa
história com a tua própria boca em forma de desabafo, para que eu pudesse dar-te
o meu consolo e conforto.
Não me preocuparei demasiadamente com isso, pois sei que, na vida, há momentos assim, nos quais, muitas vezes, as decepções parecem nunca ter fim. Às vezes, mesmo elas nos sendo alheias, por amarmos muito a quem elas pertencem, rapidamente, passam a ser nossas também, e é assim que agora me sinto, como a ti, igualmente decepcionado.
Criado em: 14/3/2004 Autor: Flavyann
Di Flaff

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