Minha
vida agora é uma eterna espera, na qual o coração se desespera, devido a uma
imensa ânsia de tê-la bem perto, só para poder tocá-la, senti-la, amá-la.
Olho
ao redor, e você ainda não se faz presente! Mesmo aguçando os demais sentidos,
ainda assim, permanece imperceptível, a sua presença. Então, caio na real e
tomo consciência de que você ainda não faz e não faço parte de uma realidade só
nossa. Mas, de certa forma, fazemos parte, sim, por enquanto, de uma rotina
virtual, em que pomos à prova e exercitamos sentimentos, sensações, impressões
e emoções, que já estão presentes em nosso ser.
Torço
para que essa prática virtual não venha a se tornar algo conveniente para ser
usada como uma possível autodefesa, com o único intuito de encobrir uma
insegurança, que, porventura, venha a perturbar em relação a existência de
fortes indícios de sentimentos de um para com o outro.
Não
quero ter reservas e nem espero ser recebido com elas, já que prefiro e desejo correr
os riscos de uma entrega mútua. Mas sem que haja certas exigências ou
cobranças, a não ser, aquelas que dizem respeito ao dar e receber. Uma vez que
as demais seriam inadequadas, e jamais se encaixariam nesse prazeroso contexto.
O meu desejo é o de que tudo se concretize igual ou mais e melhor do que o que já ensaiamos nesse fictício plano. Ensaios esses que fizeram nascer e fortalecer uma certeza, que nem sequer existia, mas que, agora, já nos habita, confirmando que os nossos desejos serão plenamente realizados.
Criado em: 25/9/2005 Autor:
Flavyann Di Flaff

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