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ATIRADOR DE FACAS

Ali estava ela presa à roda da vida, que está sempre a girar! Em mais um showzinho que ele dava, ela era o alvo de suas afiadas palavras – adagas mortais −, todas diretamente lançadas em sua direção. Algumas não a atingiam, outras, acertavam em cheio o seu coraçãozinho oprimido, não pelo medo de receber aquelas palavras, mas por não entender tamanha revolta. Terminado aquele showzinho , ele se retirou sem nada dizer, porém deixando entender que aquilo se repetiria mais vezes. Ela, triste, contudo segura, seguiu rumo incerto, enquanto a roda da vida continuou a girar e o tempo a passar. Criado em: 26/12/2012 Autor: Flavyann Di Flaff

NAVEGAR É PRECISO

Em um certo dia, aquela com quem dividira alguns anos de sua vida até aqui, assim lhe confessou: − Lembra-se de que lhe falei, que, para cada pessoa com a qual convivo, tenho uma caixinha em que coloco todas as ações desagradáveis por ela produzida? Ele respondeu afirmativamente, e ela prosseguiu: − Então, digo que a sua já está cheia! Ele nada retrucou, já que a medida usada era a dela e questionar isso seria iniciar uma reação, só comparável com a de um ataque nuclear. A dama ainda concluiu, dizendo que as pequenas e errôneas ações dele corroeram a estrutura do outrora porto seguro  −  o amor que existia  −  não restando alternativa, a não ser a de colocá-lo em um barquinho de papel e soltá-lo no mar do tempo, deixando-o totalmente à mercê deste, para, assim, tentar salvar o que ainda permanecia desse sentimento. Ao ouvir tais palavras, restou-lhe respeitar a decisão tomada e esperar, naquele desgastado cais, o retorno daquela frágil embarcação, torcendo para que n...

MOMENTO ESPECIAL

Como é bom estarmos em perfeita sintonia! É como se a nossa energia – a minha e a tua – estivesse canalizada em um único e mesmo sentido, o de querer estar bem, reforçando a nossa relação. Foi tamanha a harmonia, que o encaixe foi perfeito! As palavras foram sequências exatas daquilo que estávamos sentindo. O olhar por nós trocado era o reflexo fiel do olhar de um para o outro. As mãos trilharam o mesmo caminho, até nos proporcionar sensações nas suas formas mais distintas. Mesmo no desfecho desse encontro, continuávamos tão harmônicos, que, descontraídos, ocupamos o mesmo espaço, deixando-nos molhar pela chuva artificial que fizemos cair. Contrariando, assim, uma conhecida lei da física, mas disso não nos demos conta, de tão natural que foi. Depois, os nossos corpos se tornaram inertes em um gesto simples de união – o abraço de pernas e braços − em um silêncio de palavras. Celebrando, por fim, esse momento especial, passível de se repetir, com os sons da vida: a respiração e os b...

DIFERENÇA ENTRE COISA BOA E COISA RUIM

COISA BOA: para que ela aconteça, faz-se necessário arcar com um valor já determinado, este, é constituído pela preparação, pela perseverança e pela fé. Mas você pode escolher se quer arcar ou não com o pagamento. Todavia, se pagar, ela acontecerá, caso contrário, nada ocorrerá. COISA RUIM: para que ela ocorra, não se paga nada, porém, depois que ela ocorrer, você ficará sabendo da conta absurda que terá de pagar e com um agravante: você não terá outra opção, a não ser pagar tudo o que deve. É igual a comprar com o cartão de crédito, enquanto você está comprando, se sente realizado e nem se preocupa em olhar o saldo. Um mês depois de feita as compras, recebe a fatura e vê que estourou o saldo e a única opção é pagar, seja o total ou o mínimo, e se não pagar, o prejuízo aumentará, pois o seu nome irá para o SERASA ou  SPC, resumindo: você vai ter que pagar do mesmo jeito. Criado em: 06/09/2012 Autor: Flavyann Di Flaff

DEFINIÇÃO DO QUE É ELEIÇÃO NUMA REPUBLIQUETA DE BANANAS

Eleição é o processo pelo qual os cidadãos, de uma determinada região ou país, transformam “simples” desconhecidos em “ilustres” desconhecidos. Tudo isso, sendo feito através de um “direito adquirido”, o de votar por livre, espontânea e democrática pressão. Não os conhecemos antes, nem os reconhecemos durante a campanha eleitoral e, muito menos, ao término da eleição. Portanto, depois do pleito, os que perderem, continuarão sendo “simples” desconhecidos. Já os que forem eleitos, estes, passarão de “simples” a “ilustres” desconhecidos, pois durante o exercício de seus mandatos, pouco ou quase nada, ouviremos falar deles ou de alguma ação efetiva em prol da melhoria de vida daqueles que os elegeram. Mas, ao final dos quatros anos delegados, os “ilustres” desconhecidos ressurgirão impregnados por uma síndrome homérica, narrando seus feitos extraordinários em prol de toda a sociedade. Recomeçando, assim, o círculo vicioso e secular de uma pretensa democracia existente numa Republiqueta ...

FALÁCIA ALTRUÍSTA

É normal vermos os políticos propagarem seus feitos legislativos ou executivos, como algo pessoal, do tipo: “ − olha o que fiz para e por vocês, meus caros eleitores!”. Não se enganem com essa falácia altruísta! Está na Constituição do Brasil, que é dever do Estado proporcionar Educação, Saúde e Segurança de qualidade para todos os cidadãos. Portanto, proporcionar esta tríade, é, antes e acima de tudo, um dever daqueles senhores que compõem o legislativo e o executivo deste país. Jamais devemos entender tais ações, como gestos individuais de solidariedade, porque se assim o fizermos, nós cidadãos viveremos sempre de migalhas dadas por pessoas aproveitadoras e oportunistas e que se apresentam como representantes legítimos do povo. Criado em: 05/09/2012 Autor: Flavyann Di Flaff

O RARO DIA EM QUE A CORJA POLÍTICA ABOMINA O CORPORATIVISMO

Todo cidadão bem informado, já está cansado de saber, que a ética que os políticos possuem, respeitam, seguem e evocam, sempre que necessária –  atitude corriqueira no meio deles −  é a do corporativismo,  defesa exclusiva dos próprios interesses “profissionais”. Contudo, não ocorre nos períodos eleitorais, nos quais o mau-caratismo deles é evidenciado acintosamente. Já que expõem para toda a sociedade, no horário eleitoral gratuito, os erros administrativos de seus pares. Duvido, que em situação normal, tais desmandos fossem formalizados em uma denúncia ao Ministério Público. Porém, estamos em período eleitoral e tudo o que é dito, é levado, apenas, como provocação adversária, afinal, o que está em disputa é a manutenção e/ou a conquista do poder. Este, concedido furtivamente através de um “direito adquirido”, no qual o “voto de cabresto” fora substituído pelo voto obrigatório, cantado em verso e prosa, do Oiapoque ao Chuí, como símbolo máximo de uma Democracia pujante...