Em um canto qualquer da cidade, de súbito, parou e pensou ter visto alguém bem familiar. Titubeou, devido à incerteza na identificação da pessoa, tanto que pensou ter sido apenas um lapso da sua visão, que já não era tão perfeita, como nos tempos de outrora. Então, prosseguiu seu rumo cotidiano, até findar aquele calorento dia. Ao chegar à sua casa, como de costume, preparou-se para o banho, pois, em seguida, jantaria. Já embaixo do chuveiro, água refrescando o corpo e a mente, a imagem daquele ser, que pensara ter visto, surgiu-lhe mais claramente e, ali, estático, lembrou a quem pertencia aquela fisionomia. De repente, algo, que há muito sentira, ressurgiu forte, como se recente fosse. Atônito, interrompeu o banho e saiu quase nu, pois, mesmo nessa agonia, ainda teve o reflexo de pegar a toalha e enrolá-la no corpo. Com aquela imagem fixa na mente, correu para o quarto como se fosse encontrar uma relíquia, prova cabal da existência daquele ser. Seus olhos começaram a brilhar, qu...
Liberdade sem autonomia não passa de mera utopia!