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VIA CRUCIS DO ANTI-HERÓI

Em três estações temporãs,
fez-se o mito do salvador.
Na primeira estação,
atrair seguidores para seu intento
foi mera questão de oportunismo,
já que a plebe era de frustrados e ressentidos
à procura de personagens que a resgatasse.
Para isso, bastou ao candidato estes dois atos:
Vestir-se de redentor e criar um inimigo.
Feito isso, seguiu-se a segunda estação.
Forjando uma tentativa de execução,
que a muitos emocionou e convenceu,
fundamentou a trajetória do mito.
Por fim, na terceira estação,
deu o golpe derradeiro,
inspirado nos Zelotes, ansiou o poder.
Fracassando, pelo Estado, foi julgado e condenado,
sucumbindo aos anseios de seu ego megalomaníaco.
Assim, criou-se a trajetória, instituiu-se o rito,
forjou-se a via crucis do mitomaníaco.
 
Criado em: 18/8/2026 Autor: Flavyann Di Flaff 

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