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Toda
vez que vejo o teu corpo
despido
em uma fotografia,
tenho
a nítida impressão
de
que desejas mostrar tudo,
menos
as tuas formas.
Ao
retirares a tua pele artificial
–
tecidos multicores e facetados –
queres
que leiam as tuas particularidades,
e
não o senso comum do que é feminino.
O
teu cotidiano se insere
nas
entrelinhas do não verbalizado,
revelando
as tuas intimidades indiscretas
para
os amantes das minúcias do viver.
Quem
para ti olhar, só com desejo,
atesta
a sua patologia ocular,
já que nada mais verá
a
não ser o que está próximo,
uma vez que, enxergar o distante,
ficará
imperceptível.
Contudo, quem ver a ti,
através
da janela da alma,
logo
verá os relatos fiéis
de alguém que conheceu
e
sabe as dores e o prazer de viver.
Criado
em:
30/09/2020 Autor: Flavyann Di Flaff
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