Pular para o conteúdo principal

PALAVRAS AO VENTO II

O mundo gira conforme a lógica da Economia. As sociedades são constantemente divididas em nichos de consumo, seguindo a lógica de reformulação do mercado. As relações não são geradas e alimentadas pela afetividade, mas pelos bens de consumo, é a objetificação dos afetos. O cuidado a respeito da saúde, educação e segurança, também segue a fria lógica econômica, já que nada é feito sem que haja uma determinação do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e do Banco Mundial, os quais se impõem subliminarmente em cláusulas contratuais de empréstimos. Estes governam acima dos governos do mundo, citando suas regras e tentado criar uma Nova Ordem Mundial de união e escravismo religioso, conspirando por um governo cuja estrutura política e econômica seja integrada. Portanto, diante do exposto, vemos que há tempos vivemos a objetificação irrestrita da vida em todos os sentidos. Muitas vezes, não cremos nisso, porque o consumo indiscriminado satisfaz as nossas compulsões, e como o que agrada nunca é contestado, seguimos alienados e escravizados por aquele, que, mais cedo ou mais tarde, tornar-nos-ão obsoletos para o seu lógico existir.

Criado em: 05/08/2020 Autor: Flavyann Di Flaff


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AFETADO PELA POESIA

  Dobrando rapidamente a esquina do Tempo, sou assaltado pela Poesia. Pela emoção, ela me pega de jeito. Inicialmente, permaneço estático, retrato da impotência diante do inevitável. Revolucionária, arranca de mim tudo que não lhe serve, despindo-me das insignificâncias que julgava serem valores. Audaz, enche-me de coragem, numa espécie de mais-valia, pois, sem aquelas, eu nada mais valia, uma vez que nada mais possuía. Refeito, possuidor agora de toda a potência da Poesia, sigo espalhando amor, pregando e fazendo justiça por onde eu for.   Criado em : 11/12/2022 Autor: Flavyann Di Flaff

FRÁGIL ESPERANÇA

      Meus sonhos, antes e sempre sonhados, foram e estão todos despedaçados! Talvez por total falta de empenho ou competência minha em torná-los concretos, se bem que a ausência plena de apoio emperra e encerra quaisquer sonhos. Por tudo isso, meus sonhos se tornaram uma fonte contínua de desilusão. Se antes me julgava morto, hoje, estou sepultado nessa casa, seguindo uma rotina massacrante, que, em nada, prepara-me para novas perspectivas. Por isso o pensamento de ter despertado tardiamente me assola dia a dia, tornando-se mais uma tortura para minh'alma. Noites incontáveis chorei por remoer uma situação ruim e que parece nunca ter um final. Muito tenho clamado aos céus, mas penso que tenho pecado demais para merecer sequer uma pequena graça e, assim, permaneço com o semblante dorido de um eterno derrotado, que não sabe o que será do seu amanhã. Esperando, pelo menos, em ter um amanhã, para, assim, poder sentir o doce e prazeroso sabor da ressurreição e da remiss...

REPRESENTANTES DO COLETIVO

Carregam na lapela os jeitos, os jeitinhos, os atalhos que a rua ensina, e que a gente finge não reconhecer no próprio passo.   Escândalos brotam, como frutos amargos de uma mesma terra: a que a mão social rega com descuido e conveniência.   E quando apontamos o dedo, três retornam ao peito, lembrando-nos de que, às vezes, o que chamamos de “eles” não passa de um reflexo insistente do que ainda somos todos nós.   Criado em : 22/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff