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DO SENTIMENTO ALHEIO


Não foi natural,

foi meio Maria-vai-com-as-outras,
quando deu conta,
já estava a fazer.
Correu atrás de todas as formas,
enviou bilhetes,
mandou flores,
mas nada disso adiantou,
apenas fez com que
a distância indiferente aumentasse.
Uma dor chegou célere,
sem dar aviso prévio ao peito,
sem cerimônia introdutória,
simplesmente,
chegou e se aboletou nele.
Machucando até dizer basta,
até ouvi-lo dizer palavras vitimistas
de alguém alvo do desamor,
em um desabafo de puro desespero.
Todavia aprendera esta lição:
a de que sentimento alheio
não se conquista,
porém, do nada, sem nem perceber,
se é agraciado com ele.

Criado em: 15/11/2018 Autor: Flavyann Di Flaff

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