Pular para o conteúdo principal

UMA HOMENAGEM A VOCÊ COMO PRESENTE

Quando nascemos, a alegria foi em dobro, pois era uma gestação de gêmeos. Fora exatamente nessa data, há alguns anos, que conhecera a pessoa mais especial de toda a minha vida. Mesmo sem ter ainda o discernimento das coisas, pois estava em estado de estranhamento desse novo lugar, já sentia o imenso amor que desse ser emanava.
Ao longo de uma convivência maravilhosa, terna e enriquecedora, fui descobrindo que a sua estatura, em nada refletia a imensidão de pessoa que era.
Eternamente engajada no seu “dever” de mãe, já que não havia o peso de uma obrigação, mas sempre de satisfação e de realização. Foi constantemente zelosa para com os seus rebentos, sem nunca faltar com o amor, a atenção e a educação, criando todos com igualdade.
Chega um tempo na vida, em que os filhos têm e precisam se apartar dos pais, atitude necessária para o crescimento de todos. Todos sofrem, porém é a mãe que sempre sente o aperto maior no coração, mesmo ciente que isso é a regra da vida. No meu caso, quis o destino ou Deus, não sei ao certo, poupar a minha genitora de tal sofrer e a levou ao seu encontro. Justamente nessa data, na qual, hoje, celebro mais um ano de vida, por isso, o presente que me dou, é poder homenagear aquela que me concedeu o maior e melhor presente do mundo, a oportunidade de desfrutar esse grandioso tesouro chamado vida.

Criado em: 01/12/2006 Autor: Flavyann Di Flaff

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AFETADO PELA POESIA

  Dobrando rapidamente a esquina do Tempo, sou assaltado pela Poesia. Pela emoção, ela me pega de jeito. Inicialmente, permaneço estático, retrato da impotência diante do inevitável. Revolucionária, arranca de mim tudo que não lhe serve, despindo-me das insignificâncias que julgava serem valores. Audaz, enche-me de coragem, numa espécie de mais-valia, pois, sem aquelas, eu nada mais valia, uma vez que nada mais possuía. Refeito, possuidor agora de toda a potência da Poesia, sigo espalhando amor, pregando e fazendo justiça por onde eu for.   Criado em : 11/12/2022 Autor: Flavyann Di Flaff

FRÁGIL ESPERANÇA

      Meus sonhos, antes e sempre sonhados, foram e estão todos despedaçados! Talvez por total falta de empenho ou competência minha em torná-los concretos, se bem que a ausência plena de apoio emperra e encerra quaisquer sonhos. Por tudo isso, meus sonhos se tornaram uma fonte contínua de desilusão. Se antes me julgava morto, hoje, estou sepultado nessa casa, seguindo uma rotina massacrante, que, em nada, prepara-me para novas perspectivas. Por isso o pensamento de ter despertado tardiamente me assola dia a dia, tornando-se mais uma tortura para minh'alma. Noites incontáveis chorei por remoer uma situação ruim e que parece nunca ter um final. Muito tenho clamado aos céus, mas penso que tenho pecado demais para merecer sequer uma pequena graça e, assim, permaneço com o semblante dorido de um eterno derrotado, que não sabe o que será do seu amanhã. Esperando, pelo menos, em ter um amanhã, para, assim, poder sentir o doce e prazeroso sabor da ressurreição e da remiss...

REPRESENTANTES DO COLETIVO

Carregam na lapela os jeitos, os jeitinhos, os atalhos que a rua ensina, e que a gente finge não reconhecer no próprio passo.   Escândalos brotam, como frutos amargos de uma mesma terra: a que a mão social rega com descuido e conveniência.   E quando apontamos o dedo, três retornam ao peito, lembrando-nos de que, às vezes, o que chamamos de “eles” não passa de um reflexo insistente do que ainda somos todos nós.   Criado em : 22/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff