Pular para o conteúdo principal

Postagens

EXCLUSÃO SOCIAL

  A indústria cultural apresenta as suas armas: Sexo, drogas e rock’n roll. Salve, salve os enlatados da contracultura! Alienantes e massificantes da cultura da sobrevivência diária. Nesta selva de pedra, mato um leão por dia, para prover as necessidades imediatas. Nesta luta constante por recursos básicos, distancio-me da realidade da vida que segue lá fora – isolamento social. Refugio-me do poder simbólico na Cidade do Deus me acuda, lá a atitude é exatamente 0 0 , sem comparação ao centro do mundo. Outsider do belo estado constituído – Para! Belo?! – belicosa questão. Estados complementares, mas distintos. Para lê-los, só discutindo a vulnerabilidade oficial assistida.   Criado em : 30/08/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

STATUS QUO

Autor : Flavyann Di Flaff 

BAQUE DO DESTINO

  Por entre a caatinga a rudeza vira beleza e o silêncio quebradiço sossega todo rebuliço   E nesse rio de tranquilidade vem banhar-se toda iniquidade na esperança vã de a febre terçã da vingança virar bonança   Em um recôndito da selva nordestina se encontra a grota de Angicos onde a vida revela a que se destina   Um bando com sotaque e trajes típicos nela se regalava com o néctar de Baco logo tudo cessaria num só baque   Criado em : 30/06/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

TEMPO PRESENTE

  Lá vai o tempo correndo feito menino arteiro, depois de fazer arte. Ao ver a cena, injuriado, saí correndo feito besta atrás dele, com a intenção de puni-lo, quando, na verdade, puniria a mim mesmo. Porque o tempo, por mais que façamos, não volta atrás, é prego batido e ponta virada. Pelo tempo e pelas circunstâncias da vida, tornei-me rude. Por medo de perder o pouco do muito que ainda me resta, virei um egoísta. Tolice minha! Angustiar-me com o que não tenho controle, com o que já me foi destinado. Porque a vida é como o tempo, só importa o presente, sem o ranço do passado e sem a agonia desesperadora do porvir. Criado em : 26/06/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

POESIA ANÔNIMA

  O amor em suas mais variadas versões é esquecido pelo ibope midiático   seguindo seu trajeto cuida do inválido lembra repetidas vezes ao patológico esquecido celebra a vida na noite em claro   o bem no dia a dia não fortalece a audiência não celebra a concorrência só compactua a empatia   num mundo doente o amor é contrassenso é utopia   o pútrido atrai o alado carniceiro assim como o malfeito se transforma em midiático fetiche   Criado em : 28/06/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

ELEGIA DEMOCRÁTICA

Com vozes impostadas, cooptam vidas fracassadas – Numerologia perfeita para perpetuar a classe eleita.   Elegia entre os mortos, o salvador da pátria – Entre tantos humanos tortos, ascendeu um pária.   E entre os muitos que elegia, mal sabia que, em nada, a sua vida, nenhum deles mudaria.   Porque, o que só se via, era seu sofrer e sua vida fracassada – Epitáfio que o vento fez correr em uma sonora elegia.   Criado em : 28/6/2024 Autor : Flavyann Di Flaff

SANTA ESQUIZOFRENIA

  Sobre os costumes, ninguém deveria legislar! Por que a visão alheia universalizar, se no lugar do outro ninguém quer estar?   Religioso ou mundano, nenhum dos dois é santo. Mil vezes, prevalece o profano.   Produz o espanto, a urna eletrônica eclética. Legisla sobre ética, o etílico legislador.   Sob o manto do amor, produz lei severa, que não separa predador daquela que gera.   Lava as mãos na bacia de Pilatos como a querer relativizar o seu ato. Contudo, o cinismo só evidencia a sua santa esquizofrenia.   Criado em : 17/06/2024 Autor : Flavyann Di Flaff