Damos,
às cegas, um poder ilimitado àqueles que se apresentam como dignos
representantes do povo, porque nada sabemos deles de fato, a não ser o que
dizem ser. Assim, assinamos digitalmente as cartas de representação e as
doamos, sem cobranças, aos que disputam o pleito.
Durante o período eleitoral, somos bombardeados por inúmeras e diversas acusações, entre os candidatos, de corrupções praticadas no decorrer dos respectivos mandatos, indicando que não há exceções político-partidárias, todos cometeram alguma ação de improbidade administrativa. Contudo, esse período de lavagem pública de roupa suja não é capaz de fomentar um discernimento mínimo no eleitorado, que, sob um estado coercitivo e recorrente de sobrevivência, não consegue pensar em outra coisa, senão em se manter vivo, para tanto, vende-se a preço de ocasião. Dessa forma, aproveitadores e oportunistas nadam de braçada no vasto mar do nosso sistema político, reelegendo-se, ganham experiência administrativa, revelando os seus reais propósitos. Afinal, o que distingue um corsário de um pirata é uma simples autorização oficial, que pode ser conquistada por meio de relações institucionais escusas e ratificada através do clientelismo.
Criado
em:
4/4/2026 Autor: Flavyann Di Flaff

Comentários
Postar um comentário