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SOS ESPIRITUALIDADE

 
Nos quartos cantos do mundo
uma onipresença nos vende
quinquilharias mundanas,
subjetividades supérfluas
que só aliviam as dores,
sem curar feridas abertas.
 
As cidades amplificam
os ruídos de uma sociedade doente.
Carros e motos refletem a aceleração
do pensamento, do sentimento,
da vida, em m/s2.
 
Do culto ao deus customizado
da ostentação,
do prazer banalizado,
da prosperidade sem propósito.
do vazio como promessa redentora,
muitos já aparentam cansaço.
Porque até os fortes,
por detrás da aparente fortaleza,
também estão fartos de andar na escuridão.
 
É um esgotamento persistente
que não se cura com descanso,
mas apenas com a mudança de hábitos.
Joguemos no lixo os presentes
dos vendilhões modernos,
fujamos da customização do Theos,
desprezemos o vazio como cura.
 
Porque, em muitas casas,
quando o silêncio impera,
os sussurros são um pedido por transcendência.
Se muitos fugiram, não foi da espiritualidade,
mas do que fizeram dela.
Voltemos, então, ao princípio de tudo!
 
Criado em: 6/12/2025 Autor: Flavyann Di Flaff

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