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Certo dia, chegou a
indesejada das gentes,
invadindo o meu
cotidiano,
aboletando-se nos
bastidores do dia a dia.
Não tive como fugir.
Os que estavam ao meu
redor
é que não conseguiam
esconder
o incômodo dessa
presença.
Para mim, a cada dia,
era desfazer as malas
que não levaria.
Assim, ia sentindo-me leve,
já quase sem amarras,
livre.
Os semblantes dos que
me olhavam
já anunciavam o dia da
viagem
sem alarde,
silenciosamente.
Até que chegou o dia em
que partimos.
Criado em: 13/11/2022 Autor: Flavyann Di
Flaff
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