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O
trigo se ergue,
dourado,
pleno,
sopro
da terra que insiste em viver.
No
meio da abundância,
um
corpo se rende.
Entre
espigas, que falam de pão,
uma
ausência cresce silenciosa.
O
grão se parte,
morre
para gerar vida;
o
homem se parte,
morre
para silenciar a dor.
Há
contradição no vento:
A
seara canta fecundidade,
mas
a sombra recorta o gesto final.
O
campo se enche de futuro,
o
trigo promete renascer.
O
corpo, não!
Ele
escolhe o fim,
mesmo
quando tudo em volta
alude
ao recomeço.
E
a terra, perplexa,
acolhe,
ao mesmo tempo,
o
pão da vida
e
a ruptura da esperança.
Criado em:
11/9/2025 Autor: Flavyann Di Flaff
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