Chamam de força, o que é cansaço crônico; de vocação, o que é falta de escolha. Aplaudem quem não adoece, mesmo doente; quem não falta, mesmo exausto; quem aceita tudo, como se fosse honra não ter limites. O salário curto vira prova de caráter, a jornada longa, medalha invisível; a ausência de direitos, um teste de “resiliência”. E, assim, o sistema lava as mãos, enquanto distribui troféus simbólicos a quem apenas sobrevive. Não é heroísmo, é sobrevivência romantizada. E nenhum aplauso paga o preço de uma vida precarizada. Criado em : 29/12/2025 Autor : Flavyann Di Flaff
Que a solidão seja um encontro consigo mesmo para renovar a força interior, e, nunca, a medida exata do quanto estamos sós!