Nas esquinas, o microfone era punho cerrado, voz rouca contra o Estado, palavra que queimava como fogo e para os oprimidos era o desafogo. Hoje, há joias que cintilam mais que denúncias, há carros que roncam mais alto que a fome, há rimas embriagadas só de prazer. É o adeus à marginalização!? O sistema sorri: Fez da revolta um espetáculo, da dor um refrão vendável, da crítica um eco distante. Um salve para a massificação, a indústria cultural venceu! Mas ainda há becos onde o rap não se vende, onde a batida insiste em lembrar que a ascensão materialista é efêmera, o luxo é passageiro, e a luta, permanente. Criado em : 30/9/2025 Autor : Flavyann Di Flaff
Que a solidão seja um encontro consigo mesmo para renovar a força interior, e, nunca, a medida exata do quanto estamos sós!