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Mostrando postagens de novembro, 2025

PALAVRAS QUE VINGAM

A palavra... na voz, nasce, cria-se, educa-se, insurge-se, transmuta-se, possui uma existência pulsante e viva.   Na escrita, cristaliza-se, afirma-se, concretiza-se, empodera-se, ganha visibilidade, historicidade, complexidade, análises infindas.   A palavra ouvida ou escrita possui identidades, territórios e histórias. A palavra, enfim, é fruto que vinga as semeaduras que não vingaram.   Criado em : 30/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff  

CLAMOR

  Quando... o peso do mundo parece cair sobre as costas; as emoções, abaladas, começam a desmoronar; a mente começa a fadigar, o corpo só clama por descanso. Descansar desse mundo, dessa existência renhida.   Clama o sôfrego por salvação!   Criado em : 29/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff

REEL MACABRO

  E no fim de mais uma guerra, corpos esquecidos no chão. Não se vê vencidos nem vencedores, só frutos da destruição gerados por um caos coletivo.   Mas há quem, no calor da inércia das armas, construa narrativas fantásticas, umas para enaltecer o belicismo estatal, outras por pura apologia ao estado paralelo – Retratos do proselitismo conveniente.   No céu, antes, de brigadeiro, sinais evidentes de uma tragédia anunciada. Abutres disputam lugar no macabro banquete – O real estado das coisas –   deturpada cosmovisão.   A massa social reage, moldada pelas culturas religiosa, política e futebolística – Práticas distorcidas de discursos perfeitos – fomento da polarização, ruptura social em ação.   Criado em : 1/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff

REPRESENTANTES DO COLETIVO

Carregam na lapela os jeitos, os jeitinhos, os atalhos que a rua ensina, e que a gente finge não reconhecer no próprio passo.   Escândalos brotam, como frutos amargos de uma mesma terra: a que a mão social rega com descuido e conveniência.   E, quando apontamos o dedo, três retornam ao peito, lembrando que, às vezes, o que chamamos de “eles” não passa de um reflexo insistente do que ainda somos todos nós.   Criado em : 22/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff  

PARA ALÉM DA ESFERA LINGUÍSTICA

  No contexto brasileiro atual, é possível observar um contraste expressivo entre as expressões “ cidadão do bem ” e “ cidadão de bem ”, cuja diferença ultrapassa a mera escolha de preposição e revela disputas simbólicas mais amplas. A expressão “ cidadão do bem ” mantém um sentido tradicional e mais neutro, empregado para designar aquele que age de acordo com normas sociais e legais, pertencendo ao conjunto de pessoas consideradas íntegras e corretas. Nesse caso, o uso da preposição “DO” remete ao pertencimento a um grupo identificado por práticas efetivamente éticas e responsáveis. Por outro lado, a expressão “ cidadão de bem ” adquiriu, nos últimos anos, um caráter fortemente ideológico. Mais do que indicar uma qualidade moral, tornou-se um rótulo discursivo utilizado para distinguir um grupo que se considera moralmente superior ou alinhado a determinados valores políticos e culturais. Aqui, o “DE” assume função caracterizadora, mas carregada de subjetividade, funcionando muit...

DA VIDA QUE ME RESTA

Do ódio inserido na massa e assimilado por ela, não quero um grama, porque da vida que me resta, quero viver simplesmente.   Da intolerância geral, não quero ser militante, porque da vida que me resta, quero viver harmonicamente.   Da violência exposta em cada gesto humano, quero distanciamento um tanto, porque da vida que me resta, quero viver sem espanco, satisfeito por não violentar ninguém.   Do que nada me acrescenta, por ser pura excrescência, desprezo de antemão, porque da vida que me resta, quero viver em festa, de puro amor, paz e comunhão.   Criado em : 19/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff  

DESESPERADO

  Que força é essa que joga uma pedra sobre os nossos desejos e sonhos, eliminando a esperança de dias melhores, causando uma revolta que nos cega para a felicidade do momento presente, tornando-nos impotentes diante do caos, levando-nos ao conformismo diante de um sofrer contínuo e recorrente. Não adianta reagir, antes, é preciso pensar, porque, para toda ação, uma reação proporcional ocorre. Então, “Parem o mundo que eu quero descer!”   Criado em : 9/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff

HIPÓCRITAS DOS ÚLTIMOS DIAS

  Dão Palavras que não tomam para si, os castos de exemplos dignos. Pregam-nos fervorosamente uma moralidade individual e relativa; respiram maquinações enquanto pensam no próximo passo. São os dominados despertando para a dominação, refazendo o ciclo infinito da perversão. A santidade é um predicativo que se sujeita a qualquer conveniência e interesse mundano, basta que eleve o capital dos insuspeitos, fartos em discursos econômicos na essência. Nos pregões dos templos, montanhas de Mamon são extorquidas por meio de velhos testamentos, que, revistos, adquiriram renovada aplicação. Ignorando a nova versão, tocam o terror a várias gerações. É o que faria Zeus diante da iminente ameaça à sua hegemônica potestade.   Criado em : 8/11/2025 Autor : Flavyann Di Flaff

SAUDADOS

  Hoje é o dia em que a saudade, para abraçar, encontra a memória daqueles entes queridos que estão ausentes.   F. F. 2/11/2025

CONSCIENTIZAR-SE

Antigamente chamavam de negro o quadro da educação quando na verdade ele refletia a esperança de novos e melhores dias   Hoje o quadro mudou branco, fosco, de vidro assim se revela a todos porém não reflete a realidade porque o quadro da educação mostra-se obscuro   Não é a desvalorização docente ela ainda é vigente É o descaso recorrente antes do Estado agora também das famílias e dos discentes   Tratam a escola como garagem de veículos descontrolados autonomia belicosa mazela do abandono parental   Não há conserto oficial nunca houve sempre foi remediar o que remediado está   Se quem necessita não se conscientizar a educação não o requalificará só irá seu comportamento replicar   Criado em : 31/10/2025 Autor : Flavyann Di Flaff